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Agosto Dourado: Verdades, mitos e desafios sobre o aleitamento materno

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 19 de ago.
  • 3 min de leitura




O Agosto Dourado é a campanha nacional referência do alimento considerado padrão ouro do recém-nascido. O leite materno é o principal sustento para o desenvolvimento integral, pois tem todos os nutrientes necessários.

A Secretaria de Saúde por meio do Setor da Saúde da Criança e do Adolescente, e também do Numesc, está promoveu programação sobre o tema que se encerrou em 15 de agosto com o Mamaço que contou com a revelação da Madrinha da Amamentação de 2026. A vencedora foi, com 584 votos, Bruna Peres Caminski, da ESF Vila Nova.

A amamentação só traz benefícios para a mamãe e bebê, onde esse vínculo é fortalecido. No entanto, é um desafio o qual precisa de orientações e de aprendizados; em outras situações, condições clínicas podem não favorecer este ato.

A coordenadora do setor, Érica Fiorin, fala sobre as verdades, mitos e desafios sobre esse processo.

“Quando falamos em amamentação, muitas vezes pensamos que é um processo natural e instintivo. E, de fato, existe uma dimensão muito natural nesse ato. Mas isso não significa que amamentar seja sempre fácil. A amamentação é também um processo de aprendizagem, que envolve a mãe, o bebê e toda a rede que está ao redor deles. E é justamente aí que encontramos um dos grandes desafios: a falta de informação, os mitos e a pressão que muitas mulheres enfrentam nesse período”, desta Érica.

Incentivos para que o aleitamento prevaleça como único alimento na idade compreendida, as recomendações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde orientam que o bebê receba aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, sem necessidade de água, chás, sucos ou qualquer outro alimento.

Para que isso aconteça, são fundamentais:

• orientação desde o pré-natal;

• início da amamentação ainda na primeira hora de vida;

• contato pele a pele logo após o nascimento;

• alojamento conjunto entre mãe e bebê;

• acompanhamento nas consultas de puericultura;

• acesso a Bancos de Leite Humano e postos de coleta quando necessário;

• licença-maternidade e políticas de proteção à mulher trabalhadora;

• participação ativa da família e da rede de apoio;

* qualificação permanente dos profissionais de saúde.

Essas estratégias aumentam significativamente as chances de manutenção do aleitamento materno exclusivo até os seis meses.

Quais são os maiores desafios enfrentados pelas mães que desejam amamentar atualmente?

Embora a maioria das mulheres deseje amamentar, diversos fatores podem dificultar esse processo.

Entre os principais desafios estão:

• insegurança quanto à produção de leite;

• excesso de informações contraditórias;

• retorno precoce ao trabalho;

• ausência de rede de apoio familiar;

• dificuldades emocionais no puerpério;

• falta de acolhimento ou orientação qualificada;

• uso desnecessário de fórmulas infantis, mamadeiras e chupetas sem indicação clínica;

• pressão social e julgamentos sobre a forma de alimentar o bebê.

• dor, fissuras mamilares e ingurgitamento mamário nos primeiros dias;


As evidências mostram que o acompanhamento precoce e o apoio contínuo aumentam significativamente as taxas de sucesso da amamentação.

Quais são os mitos sobre amamentação que ainda precisam ser desnaturalizados?

Apesar dos avanços no conhecimento científico, alguns mitos ainda são muito frequentes.

“Meu leite é fraco.”

Não existe leite materno fraco. O leite humano possui todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê e sua composição se adapta às necessidades da criança.

“Tenho pouco leite.”

Na maioria das vezes, a produção de leite é suficiente. A oferta funciona pelo mecanismo da oferta e da procura: quanto mais o bebê mama, maior tende a ser a produção.

“O bebê precisa tomar água antes dos seis meses.”

Não. O leite materno contém toda a água de que o bebê necessita, mesmo em dias quentes, ou seja, a criança irá mamar com mais frequência para suprir a hidratação necessária.

“Se o bebê mama muitas vezes, é porque o leite não sustenta.”

A livre demanda é um comportamento esperado. O leite materno é digerido rapidamente e o bebê pode solicitar o peito várias vezes ao dia. Quanto mais nova a criança, mais vezes ela irá mamar, pois sua capacidade gástrica é menor.

“Seios pequenos produzem menos leite.”

O tamanho das mamas não determina a capacidade de produzir leite. A produção depende principalmente do estímulo da amamentação.

“Após os seis meses, o leite materno perde seus benefícios.”

Mesmo após a introdução da alimentação complementar, o leite materno continua oferecendo nutrientes, fatores imunológicos e proteção contra diversas doenças. Por isso, recomenda-se manter a amamentação até dois anos ou mais.

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