Companheiros de moradores, cães comunitários criam laços com vizinhanças em Porto Alegre
- temporacomunicacao
- 6 de fev.
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Cadastro ajuda a mapear ocorrências e proporcionar melhores políticas públicas para animais que vivem nas ruas de Porto Alegre

Cães comunitários são parte da rotina de muitas vizinhanças pelo Brasil, porém a causa foi evidenciada após a morte trágica do cão Orelha, em Florianópolis, em janeiro, além dos casos de Negão, baleado por um policial militar, em Campo Bom, no Vale do Sinos, e Abacate, também atingido por um tiro, no Paraná. Todos os casos foram registrados em janeiro. Na capital gaúcha, eles são tratados por pessoas de comunidades que, conhecendo suas histórias de abandono, os adotam para si para cuidar, tratar e fazer companhia.
Dada sua relação próxima com os moradores, recebem carinho, atenção, alimento e cuidados veterinários. No bairro Alto Petrópolis, está um exemplo de três fêmeas que circulam pelo entorno da rua Adão de Campos Torres. São duas com o mesmo nome, Brit, além de Nala, todas de porte médio a grande, e que podem latir a estranhos no início, porém demostram docilidade minutos depois. Thayse Corrêa, proprietária de um banho e tosa, disse que as três se dão relativamente bem, com exceção dos ciúmes que a última possui das demais.
Mas isto é uma exceção à regra: elas têm acesso livre aos pátios, e ao menos no caso da dupla de "Brits", um vizinho construiu uma casinha na calçada, próxima a um terreno baldio, onde ambas convivem. Já Nala mora mesmo no pátio de Thayse. "Quando eu abro o portão, as três entram. A Nala não aceita muito, já que ela é amiga de uma Brit só, e às vezes acabam brigando. Porém, na maioria das vezes, é uma convivência muito pacífica. Quem não é daqui, acaba se intimidando pelo tamanho delas, porém é a forma como elas defendem seu território", disse a moradora.
Uma das Brits também chega a ingressar em uma academia próxima, onde recebe comida, e houve inclusive relatos de "roubo" de toalhas de frequentadores. Vacinadas e bem alimentadas, elas são a diversão do bairro, comenta Thayse. Não é um caso isolado. Na avenida José Aloísio Filho, entre a rua Marechal Mascarenhas de Moraes e a avenida Clóvis Paim Grivot, no bairro Humaitá, há uma enorme área verde que abriga várias casinhas, onde vivem cães e gatos comunitários.













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