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Eduardo Leite se lança como pré-candidato à Presidência pelo PSD e Ratinho Júnior sinaliza interesse

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 21 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

A corrida presidencial de 2026 começou a ganhar forma dentro do PSD, com sinais de disputa interna entre dois importantes nomes da legenda. Nesta terça-feira (20), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, declarou publicamente sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Poucas horas depois, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, também demonstrou entusiasmo com a possibilidade de disputar a Presidência da República.

Em declaração à imprensa, Eduardo Leite afirmou que está “à disposição do partido e do país” para liderar um projeto nacional, reforçando seu perfil de gestor com experiência administrativa e capacidade de articulação. Leite, que foi reeleito no Rio Grande do Sul e é uma das principais lideranças da centro-direita, vem construindo uma imagem nacional desde a eleição passada, quando chegou a disputar as prévias presidenciais do PSDB.

Por outro lado, Ratinho Júnior, que se filiou ao PSD em 2022 após deixar o PSDC, também começa a ser cogitado como possível nome para a disputa presidencial. Em entrevistas recentes, o governador paranaense ressaltou os feitos de sua gestão, especialmente na área de infraestrutura, agronegócio e atração de investimentos. Sem confirmar oficialmente uma pré-candidatura, ele afirmou que “o nome já está circulando no tabuleiro político nacional” e que está pronto para discutir o futuro do país.

A movimentação dos dois governadores sinaliza uma disputa interna no PSD, partido que até então vinha adotando uma postura de espera quanto à corrida presidencial. O presidente da legenda, Gilberto Kassab, tem adotado tom cauteloso, mas já declarou que o partido pretende lançar um nome competitivo em 2026 — e agora, parece que tem mais de um pretendente.

A recente filiação de Ratinho Júnior ao PSD é um fator relevante nessa equação. Visto como um político pragmático e alinhado com pautas conservadoras, ele tem ganhado espaço no eleitorado de centro-direita e é considerado uma figura com apelo popular no Sul e no Centro-Oeste do país.

Nos bastidores, a avaliação é de que o PSD pode se beneficiar ao ter nomes fortes em diferentes regiões, mas também precisará administrar a disputa interna para evitar rachas e garantir unidade no projeto presidencial.

Enquanto isso, a legenda observa o cenário político se desenhar, de olho em alianças, composição de chapas e, principalmente, na construção de um discurso capaz de enfrentar tanto a polarização quanto o desgaste das gestões passadas.

A expectativa agora é que o partido promova encontros e debates nos próximos meses para definir qual dos dois nomes (ou eventualmente outro) representará o PSD na disputa pelo Planalto em 2026.


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