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Entidades repudiam ataques a jornalistas que cobrem Bolsonaro

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 16 de mar.
  • 2 min de leitura

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) divulgaram notas oficiais repudiando veementemente as agressões, ameaças e campanhas de difamação sofridas por profissionais de imprensa escalados para a cobertura no Hospital DF Star, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está internado. Segundo a Abraji, a onda de hostilidades foi deflagrada após uma influenciadora digital bolsonarista publicar um vídeo distorcido, acusando repórteres que aguardavam atualizações médicas de desejarem a morte do ex-presidente. O conteúdo foi amplamente replicado por parlamentares e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, expondo profissionais que exerciam estritamente o seu dever de informar.

A gravidade do episódio escalou para além do ambiente digital: a Abraji denunciou que ao menos duas repórteres foram agredidas fisicamente ao serem reconhecidas nas ruas. Além disso, foram identificados ataques sofisticados com o uso de inteligência artificial, incluindo montagens simulando o esfaqueamento de uma profissional, além da exposição criminosa de fotos de filhos e parentes de jornalistas como forma de intimidação e assédio. Em nota conjunta, Fenaj e SJPDF classificaram a orquestração desses ataques como um atentado direto à liberdade de imprensa e à democracia, cobrando do Estado o reforço imediato da segurança pela Polícia Militar no local e exigindo que o Ministério Público identifique e puna os autores das ameaças e do vazamento de dados privados.

As entidades também cobraram das empresas de comunicação que garantam suporte jurídico e segurança física aos seus colaboradores, incluindo o afastamento do local caso não haja condições de trabalho seguras. Enquanto a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Civil do DF ainda não confirmaram o registro oficial de boletins de ocorrência, o quadro clínico de Jair Bolsonaro permanece estável na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O ex-presidente trata uma broncopneumonia bacteriana bilateral e, embora apresente melhora na função renal, segue com dosagem ampliada de antibióticos devido a marcadores inflamatórios elevados. Não há previsão de alta para o Complexo Penitenciário da Papuda, onde Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.

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