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Exposição “Aparatos para Contato” transforma palavras em ação e resistência no Centro de Cultura Ordovás

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 19 de ago.
  • 3 min de leitura



A Secretaria Municipal da Cultura, por meio da Unidade de Artes Visuais, recebe, a partir do dia 21 de agosto, às 19h, a exposição “Aparatos para Contato”, do artista carioca Jan M.O., na Galeria de Artes do Centro de Cultura Ordovás. Selecionada pela Convocatória de Arte – Ocupação Galeria de Artes 2026, a exposição integra a programação da 19ª Semana da Fotografia de Caxias do Sul e tem curadoria de Juliana Crispe. Por meio de fotografias, fotoperformances, instalações interativas, objetos e vídeos, a série transforma a palavra em ação, resistência, denúncia e criação, explorando sua potência como agente de transformação social e cultural. A visitação segue até 20 de setembro.

aparato

substantivo masculino

  1. Conjunto de instrumentos, equipamentos ou elementos necessários à realização de determinados objetivos.

  2. Qualquer aparelho ou dispositivo usado para um fim específico; artefato.

  3. Disposição ou preparativo para qualquer festividade ou cerimônia faustosa.


contato

substantivo masculino

  1. Situação em que dois ou mais objetos, seres, corpos etc. se tocam; toque.

  2. Comunicação, relacionamento; convívio.


A exposição “Aparatos para Contato”, de Jan M.O., apresenta um percurso de obras já exibidas em outros espaços pelo Brasil e internacionalmente, as quais, aqui, pela primeira vez em Santa Catarina, se unem em uma exposição individual. A série propõe apresentar reflexões por meio de palavras — palavras estas que são forças motrizes nas relações entre diferença e repetição. A palavra deixa de ser apenas comunicação e se transforma em ação, resistência, denúncia e criação. Por meio de obras que mesclam fotografia, fotoperformance, instalações interativas, objetos e vídeos, Jan explora a potência das palavras como agentes de transformação social e cultural. Tal como no conceito de “máquinas de guerra”, proposto por Gilles Deleuze e Félix Guattari, o artista utiliza palavras como elementos móveis e nômades, que transitam entre o enfrentamento de narrativas opressoras e a construção de novos significados. Se a palavra pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico — composta de 46 letras — é considerada a maior da língua portuguesa já registrada em dicionários, refere-se a uma doença pulmonar causada pela inalação de partículas microscópicas de cinzas vulcânicas. Aqui, nesta exposição, ela denuncia a falta de cuidado com os ambientes culturais, que são destruídos por incêndios ou pela negligência em relação aos elementos de preservação, aos espaços culturais e às Artes. (…) por Juliana Crispe.

Jan M.O. (Rio de Janeiro, 1986) é artista visual, ilustrador, graduado em Design Gráfico e Programação Visual. Com mais de quinze anos de produção artística, seu trabalho desdobra-se em questões que perpassam a vida pessoal e coletiva, explorando a relação entre diferença e repetição, palavra e imagem, semântica, sons, anagramas, ambigramas e engenharias. Sua produção abrange desde técnicas tradicionais, como desenho, gravura e fotografia, até possibilidades interativas, utilizando maquinários, ações virtuais e processos que permitem que sua poética transite além dos espaços físicos das galerias, alcançando territórios públicos e nichos geralmente distantes das instituições culturais, propondo intervenções em ambientes urbanos e comunidades, por vezes fora do circuito de fruição da arte contemporânea. Ao longo de sua trajetória, Jan M.O. possui obras em acervos diversos, além de prêmios e participação em mais de 90 exposições. Destacam-se suas mostras individuais em estados como Amapá, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe, além de sua participação em exposições coletivas, bienais, residências artísticas (nacionais e internacionais) e salões em diversos estados brasileiros, assim como em países como Argentina, Colômbia e Espanha.

Juliana Crispe é curadora independente, pesquisadora, professora, arte-educadora e artista visual. Atua como professora nos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Artes Visuais do Centro de Artes, Design e Moda da Universidade do Estado de Santa Catarina (CEART/UDESC) e no Programa de Pós-graduação em Artes Visuais (CEART/UDESC). Faz parte do AYA – Laboratório Pós-Colonial e Decolonial da FAED/UDESC e do Grupo de Pesquisa Compor CEART/UDESC. É coordenadora do Instituto Armazém Coletivo Elza e do Projeto Armazém. É membra da ABCA – Associação Brasileira de Críticos de Artes.

Além da abertura da exposição, às 19h do dia 21 de agosto, o artista dará uma oficina em que serão planejadas sessões de montagem dos papercrafts desenvolvidos pelo artista Jan M.O., junto ao público. Os participantes montarão uma das maquinetas de papel presentes na exposição e poderão levá-la para casa.

A exposição poderá ser visitada gratuitamente nos seguintes horários: segundas, das 9h às 16h; terças a sextas-feiras, das 9h às 22h; sábados, domingos e feriados, das 14h às 22h. A exposição tem classificação indicativa livre.


Serviço:

Exposição “Aparatos para Contato”, de Jan M.O.

Curadoria: Juliana Crispe

Período expositivo: 21 de agosto a 20 de setembro de 2026

Local: Galeria de Artes do Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho

Visitação: segundas, das 9h às 16h; terças a sextas-feiras, das 9h às 22h; sábados, domingos e feriados, das 14h às 22h.

Visitação online: artesvisuais.caxias.rs.gov.br

Visitação mediada para grupos e instituições: uniartes@caxias.rs.gov.br

Classificação Indicativa: Livre


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