Filò revive tradições da cozinha dos nonos e emociona participantes na Serra Gaúcha
- temporacomunicacao

- 3 de jun.
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Em 1875, chegava a Serra Gaúcha o imigrante italiano. Saiu do norte da Itália buscando acalento para a fome que lá existia. Porém, ao chegarem "in Mèrica" depararam-se com um cenário ainda mais desolador. Havia somente mata virgem, selvagem, desafiadora. Enfim, a fome persistia em acompanhá-los.
Em 1930, explode uma grande crise econômica. Não havia alimentos. As novas tiveram que inventar a comida e transformar o NADA em SUSTANSA.
O PRIMEIRO FILÒ DELA NOSTRA COSINA surgiu de uma conversa entre Maristela Lerin e a professora de língua Talian, Mirna Madalosso, representando o Ponto de Cultura Caminhos de Pedra e Sandro Giordani representando o Ponto de Cultura e Memória Vale dos Vinhedos com o objetivo de resgatar receitas antigas, àquelas que fizeram parte do cotidiano dos nossos antepassados e proporcionar a todos uma viagem de volta ao passado e oportunizar a essa geração conhecer um pouco dessa gastronomia, dessa história.
Para Sandro Giordani, coordenador do Circolo Trentino e Ponto de Cultura e Memória Vale dos Vinhedos o filò foi uma grande oportunidade de externar na prática o resgate de nossas tradições e da gastronomia raiz. “Os costumes modernos podem coexistir, mas a tradição local não pode ser perdida”.
Resgatar receitas como a sopa de feijão com taiadele, o brôdo servido na xícara com queijo, polenta e tòcio (molho), o sugulo e o esfregolà, bem como a uva na cachaça ou grappa que era servida às visitas, nos fez voltar ao passado, à casa dos nossos nonos, nossos pais. Fizemos também o sapeco de pinhão que foi uma tradição que o nosso imigrante herdou dos tropeiros e índios que por aqui passavam e que permanece até nossos dias.
O primeiro Filò dela nostra cusina foi um evento onde os participantes puderam saborear receitas antigas, mas também divertir-se ao som da gaita que foi o instrumento que acompanhou o imigrante vindo da Itália. Ouvimos muitos comentários positivos o que nos leva a já pensar na segunda edição do filó.
Contribuição ao texto: Mirna Madalosso e Sandro Giordani













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