Instrutores presos por morte de jovem em salto de rope jump são transferidos para Guarulhos
- temporacomunicacao

- 18 de jun.
- 2 min de leitura

Os três instrutores presos preventivamente pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, foram transferidos nesta terça-feira (16) para o Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves estavam custodiados no Centro de Detenção Provisória “Nelson Furlan”, em Piracicaba. A transferência foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).
De acordo com a defesa dos investigados, a mudança ocorreu em razão de um suposto risco à integridade física dos presos.
Maria Eduarda morreu no último sábado (13) após saltar da Ponte do Esqueleto durante a prática de rope jump. Conforme a Polícia Civil, a jovem deveria estar presa a duas cordas de segurança, mas nenhuma delas estava instalada no momento do salto.
A vítima caiu de uma altura aproximada de 40 metros. O acidente foi registrado em vídeo e repercutiu nacionalmente.
Seis pessoas chegaram a ser detidas após o ocorrido, mas apenas os três responsáveis pela operação permanecem presos. Em depoimento, eles afirmaram não se lembrar quem era o encarregado pela instalação ou fiscalização dos equipamentos de segurança.
O caso é investigado como homicídio com dolo eventual. A Polícia Civil também apura o desaparecimento de uma câmera que estaria com a vítima no momento da queda.
Paralelamente, a Prefeitura de Limeira informou que pretende ingressar com uma ação judicial contra a União, alegando que a responsabilidade pela fiscalização e controle de acesso à Ponte do Esqueleto seria do governo federal.
A Secretaria de Patrimônio da União informou que a atividade não possuía autorização e esclareceu que a ponte integra um trecho ferroviário não implantado da antiga Rede Ferroviária Federal, localizado em área de propriedades particulares.
As investigações seguem em andamento.













Comentários