Lenda das artes marciais e dos filmes de ação, Chuck Norris morre aos 86 anos
- temporacomunicacao
- 20 de mar.
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POR DIEGO FRANZEN

Chuck Norris não morria. Essa era a regra. Durante décadas, alimentamos o mito de que, se a morte batesse à porta dele, ele a atenderia com um chute giratório e ela pediria desculpas pelo incômodo. Mas o tempo, esse sujeito implacável que não aceita suborno nem intimidação, pregou uma peça no mundo. Na manhã desta sexta-feira, em uma dessas ironias que a vida reserva para os gigantes, o homem que nivelava montanhas com o olhar partiu em paz, cercado pelo que realmente importava, sua família.
Ele estava no Havaí, em Kauai. Dizem que, dias antes, ainda brincava que não envelhecia, apenas "subia de nível". Aos 86 anos, Chuck parecia manter o pacto com o vigor. Mas o corpo, essa máquina finita, deu sinais. Houve uma internação repentina, preces vindas de todos os cantos do globo e, depois, o silêncio.
Para o grande público, Chuck Norris era o Walker, o Texas Ranger que não precisava de armas porque suas mãos eram registradas como tal. Era o coronel Braddock, o homem que voltou para buscar os seus. Era, sobretudo, o meme vivo, a personificação de uma força que desafiava a lógica. Mas o comunicado da família, carregado de uma doçura que contrasta com a imagem do "durão" das telas, revela o Chuck que os créditos não mostravam.
A família pediu privacidade, um desejo justo para quem dividiu o patriarca com o mundo por tanto tempo. Eles agradeceram aos fãs, chamando-os de "amigos". É um toque elegante, típico de quem sabe que o carinho popular foi o combustível para uma carreira lendária.
Chuck Norris se foi, mas o mito é à prova de balas. Fica a lembrança do sujeito que enfrentou Bruce Lee no Coliseu e que, por gerações, nos fez acreditar que o bem sempre vence e que, se necessário, vence com um chute certeiro no queixo da injustiça.
O mundo ficou um pouco menos protegido hoje. Ou talvez a morte apenas tenha finalmente conseguido convencê-lo a tirar umas férias.












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