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Nego Di é condenado a mais de 11 anos de prisão por estelionato em Canoas

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 11 de jun.
  • 2 min de leitura

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O influenciador digital Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, foi condenado a 11 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por crimes de estelionato. A mesma pena foi imposta ao seu então sócio, Anderson Bonetti. A decisão foi proferida nesta terça-feira (10) pela juíza Patrícia Pereira Krebs Tonet, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Ambos também deverão pagar multa, conforme previsto na sentença. O processo é resultado de uma investigação iniciada há cerca de dois anos, que apurou a atuação da loja virtual “Tá di Zuera”, vinculada aos réus. A operação comercializava produtos eletrônicos a preços muito abaixo do mercado, mas os itens nunca eram entregues aos compradores. Tampouco os valores pagos eram reembolsados.

De acordo com o Ministério Público, o golpe vitimou ao menos 16 pessoas em Canoas, embora o inquérito da Polícia Civil aponte indícios de até 370 casos com o mesmo padrão de fraude. Entre os produtos ofertados estavam televisores, aparelhos de ar-condicionado e smartphones.

A investigação revelou que a conta bancária empresarial da loja movimentou mais de R$ 5 milhões, valor que foi pulverizado em diversas transações, dificultando o rastreamento dos recursos. A prática caracterizou-se, segundo a promotoria, como um esquema estruturado para enganar consumidores e ocultar o destino do dinheiro.

Apesar da condenação, Nego Di poderá recorrer em liberdade, desde que cumpra as medidas cautelares impostas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), incluindo a proibição de acesso às redes sociais. Já Anderson Bonetti permanecerá em prisão preventiva. Os dois haviam sido detidos em julho de 2024. Nego Di foi liberado em novembro do mesmo ano após decisão favorável de habeas corpus.

A defesa do influenciador, representada pela advogada Camila Kersch, nega que ele fosse sócio de Bonetti e sustenta que sua imagem foi utilizada apenas com fins promocionais. A defesa também questiona a condução do processo, alegando "sinais de parcialidade desde a fase de instrução", e informou que irá recorrer da sentença às instâncias superiores.

A condenação representa um desdobramento relevante em um caso que une elementos de notoriedade pública, uso indevido da imagem digital e prejuízo financeiro coletivo.

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