Proprietários de clínica são presos em Farroupilha por suspeita de tortura e cárcere privado
- temporacomunicacao
- 26 de jun. de 2025
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Uma operação da Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (25), os donos de uma clínica para dependentes químicos que atuava com duas unidades no município. Um homem de 31 anos e uma mulher de 40, responsáveis pela administração do local, foram detidos preventivamente sob suspeita de crimes como tortura, cárcere privado, maus-tratos e extorsão.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Farroupilha e contou com o apoio do Ministério Público e da Assistência Social do município. Ao todo, 13 policiais civis participaram da operação, que também cumpriu mandados de busca e apreensão nas unidades da clínica.
Conforme as investigações, a maioria dos internos estava internada de forma irregular, sem ordem judicial ou laudo médico. Muitos relataram ter sido levados à força e mantidos no local contra a vontade. Após a internação, os pacientes eram dopados com um suposto “protocolo” e ficavam desacordados por dias. Quando despertavam, eram obrigados a trabalhar nas tarefas do dia a dia do local — como limpeza e cozinha — sem qualquer remuneração.
Relatos colhidos pela polícia apontam casos graves de violência. Internos que tentavam fugir eram perseguidos, recapturados e agredidos fisicamente. Um dos casos investigados envolve um idoso de 91 anos que fraturou o fêmur dentro da clínica e só recebeu atendimento médico três dias depois, em Caxias do Sul.
Há também denúncias de tortura física e psicológica. Um dos internos contou ter sido sufocado com água no rosto enquanto usava uma fronha na cabeça. Outro relatou ter sido dopado, amarrado e agredido enquanto permanecia sem atendimento médico. Também há suspeitas de extorsão: em um dos casos, familiares teriam pago R$ 13 mil para retirar um paciente do local.
Os internos resgatados foram encaminhados para suas famílias ou cidades de origem, com o devido acompanhamento da assistência social.
A Polícia Civil reforça que as investigações continuam e que novas vítimas podem procurar a delegacia para prestar depoimento.
















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