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Quando o fim não é aceito: por que alguns homens transformam a perda em posse e o término em feminicídio

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 22 de jan.
  • 2 min de leitura

Coluna de Maia Boaro


Maia Boaro é psicopedagoga, psicoterapeuta e psicanalista, com especialização em Término , Dependência e Narcisismo. Especialista em Neuropsicologia e problemas de aprendizagem; Educação especial infantil e TEA; Terapia cognitiva comportamental; Especialização em terapia em aba; Terapia analítica do comportamento infantil; Especialização em alfabetização e letramento.
Maia Boaro é psicopedagoga, psicoterapeuta e psicanalista, com especialização em Término , Dependência e Narcisismo. Especialista em Neuropsicologia e problemas de aprendizagem; Educação especial infantil e TEA; Terapia cognitiva comportamental; Especialização em terapia em aba; Terapia analítica do comportamento infantil; Especialização em alfabetização e letramento.


Nem todo término termina em silêncio.

Alguns terminam em ameaça.

Outros, em perseguição.

E, nos casos mais extremos, terminam em morte.

O feminicídio raramente nasce de um “acesso de raiva”.

Ele nasce da incapacidade de aceitar o fim, da confusão entre amor e posse, e de uma cultura que ensinou muitos homens a acreditar que perder uma mulher é perder poder.

🧠 O que acontece psiquicamente quando o outro não aceita o fim

Quando um relacionamento termina, duas dores possíveis surgem:

a dor da perda

a dor do abandono do ego

No agressor, muitas vezes, a segunda é insuportável.

O “não” da mulher é vivido como:

humilhação

rejeição narcísica

ferida no controle

👉 O problema não é o amor.

👉 O problema é o narcisismo ferido.

🪞 Não é amor, é controle

Quem ama sofre, chora, elabora, se afasta.

Quem controla:

ameaça

persegue

vigia

tenta destruir o outro quando percebe que não tem mais domínio.

O feminicídio não é excesso de amor.

É incapacidade de lidar com a frustração e com a autonomia feminina.

⚠️ O mito perigoso: “ele não aceita porque ama demais”

Essa frase mata.

Ela romantiza comportamentos que são sinais claros de risco:

“se você não for minha, não será de mais ninguém”

“não aceito o fim”

“não consigo viver sem você”

“isso vai acabar mal”

➡️ Isso não é amor.

➡️ Isso é ameaça emocional e, muitas vezes, real.

🩸 O feminicídio como falha coletiva

Antes do ato final, quase sempre houve:

controle

violência psicológica

isolamento

ameaças ignoradas

pedidos de ajuda minimizados

O feminicídio não começa no golpe final.

Ele começa quando a sociedade não acredita na mulher que diz: “eu tenho medo”.

🌱

Quantas mulheres morrem porque:

quiseram ir embora

escolheram dizer não

ousaram ser livres

E quantos agressores foram chamados de:

“apaixonados”, “ciumentos”, “descontrolados”,

quando, na verdade, eram perigosos?

“Quando um homem não aceita o fim, o problema não é o amor que acabou — é o controle que ele nunca teve o direito de exercer.”

“Nenhuma mulher deve pagar com a vida pelo direito de ir embora.”

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