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Abadá Capoeira promove vivências que une inclusão, empatia e protagonismo das pessoas com deficiência em Bento

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    temporacomunicacao
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Em 2026, aulas foram contempladas pelo Edital das Entidades da Secretaria de Esportes e Desenvolvimento Social



“Do jeito que eu consigo/vou jogando capoeira/Adaptando cada um da sua maneira”. Esse refrão da cantiga criada pro Luan Lucas De Barba, o Professor Cordilheira e fundador e coordenador da Abadá em Bento Gonçalves, expressa em sua totalidade de como a capoeira é para todos. No caso, os versos remetem ao trabalho realizado com pessoas com deficiência, muitas delas de longo prazo, como física, mental, intelectual ou sensorial. Com o intuito de quebrar paradigmas, essa expressão cultural e esportiva que une mistura luta, dança, música e jogo transforma a realidade dos PcDs abrindo perspectivas nunca antes imaginadas quebrando estigmas e preconceitos.

No ano passado, durante a cerimônia oficial de entrega dos recursos do Edital da Prefeitura de Entidades da Secretaria de Esportes e Desenvolvimento Social, a Abadá e APAE trouxe para a abertura uma apresentação de capoeira encenada por pessoas com Síndrome de Down, autistas, cadeirantes, onde viu-se o resultado de um empreendimento de superação: ir além dos limites mostrando a potencialidade de uma caminhada do possível.

Neste ano, as aulas começaram em março as dependências das entidades APAC, ADEF e AIDD contemplando, em torno de, 100 pessoas, entre crianças, adolescentes e adultos, ministradas por Wesley da Silva Rodrigues, Graduado Doberman, que faz parte da Abadá desde quando foi descoberto por meio de outro projeto, o Ginga, no SCFV Toquinha da Amizade.

“É muito gratificante para mim porque consigo mostrar para eles que dificuldade não é impeditiva para eles. É inexplicável o desenvolvimento que eles têm, de como incorporam e criam a sua própria capoeira. Os ganhos vão além das aulas, entram na vida”, comenta Graduado Doberman.

As oficinas integram ao universo desta manifestação ancestral com musicalidade com os instrumentos típicos com maculelê, Jongo, côco e samba de roda, além dos movimentos característicos típicos da capoeira como ginga, golpes, esquivas. Ou seja, a capoeira em sua totalidade.

“Desenvolver todas as potencialidades possíveis; não tem nada de diferente dos outros trabalhos. É essa a essência: eles fazem dentro do seu tempo e do seu ritmo o que é proposto. Não importa a deficiência. Às vezes, é isso que falta: propor uma atividade diferente, um estímulo”, enfatiza Luan.

A capoeira torna-se o instrumento de vivências acessíveis sem barreiras atitudinais, criando um espaço próprio de protagonismo, autonomia e de pertencimento. A inclusão celebra a diversidade transformando a sua realidade: todos integram, fazem parte e demonstrando domínio técnico. É o olhar humano que promove a ampliação de horizontes que revela um ato de cidadania, de igualdade universal.

Nesta trajetória que teve início ainda em 2022, de quando começou na APAE, Luan abordou um processo pedagógico de acolhimento, de como cada pessoa deficiência tem percepções do mundo ao seu redor, de como entendem as coisas. Estar no lugar do outro e compreendê-lo.

Luan nos fala sobre como cada um/uma incorpora como, por exemplo, as meninas com Síndrome de Down são mais empolgadas, com expressão corporal, cantam. Já os cadeirantes são estimulado de acordo com as suas possibilidades, mesmo que seja o mínimo para que a capoeira seja executada. Os autistas é preciso ter um trabalho passo a passo para antes estabelecer o contato; depois, a evolução é super rápida, com direito até com música “O espectro é assim/Eu escuto e entendo/Autista sou/No meu mundo eu aprendo”.

“O limite quem coloca somos nós. É preciso testar, com cautela, até onde vai o limite de cada aluno. Por isso combatemos a visão reducionista e estereotipada seja no âmbito social quanto no dia a dia”, ressalta Luan.

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