Abordagem da Guarda Civil Municipal em Bento Gonçalves gera revolta popular e críticas nas redes sociais
- temporacomunicacao
- 10 de set.
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Uma ação da Guarda Civil Municipal (GCM) no centro de Bento Gonçalves, na tarde desta terça-feira, 9, gerou revolta entre populares e forte repercussão nas redes sociais. O caso ocorreu na Rua Júlio de Castilhos, onde um ambulante, que vendia panos de forma irregular, foi abordado por seis agentes da corporação.
Segundo informações preliminares, o homem teria resistido à abordagem, o que levou à tentativa de imobilização. A cena chamou a atenção de quem passava pelo local, causando indignação devido à forma considerada truculenta da ação. Vídeos que circulam nas redes mostram os guardas tentando conter o ambulante em meio a gritos e xingamentos de transeuntes.
A comparação com um episódio ocorrido em dezembro passado é um dos comentários mais frequentes nas redes sociais. Na ocasião, um homem esfaqueou um pai em frente à própria filha no mesmo centro da cidade. O crime chocou a comunidade, mas a atuação da GCM foi vista como passiva, já que os agentes teriam esperado o agressor colocar um óculos escuro antes de algemá-lo. Nas redes, a diferença de postura tem sido apontada como incoerente e alvo de duras críticas.
Entre os comentários mais frequentes estão acusações de desproporcionalidade e excesso no uso da força contra o ambulante, em contraste com a aparente complacência em um caso de violência grave. A polêmica cresce em grupos locais e perfis pessoais, onde cidadãos cobram critérios mais claros e uniformes nas ações da Guarda Civil Municipal.
A questão da informalidade no comércio de rua também foi levantada por comerciantes formais, que destacam o peso dos impostos, taxas e alvarás pagos para manterem suas atividades em dia. Segundo lojistas, a fiscalização da Prefeitura tem sido constante nos últimos meses, justamente para coibir práticas ilegais que acabam prejudicando quem atua dentro da legalidade. Nesse contexto, a ação da GCM é vista como parte de um esforço maior para equilibrar a concorrência e preservar o respeito a quem mantém seus negócios regularizados.














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