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Alta do diesel pressiona transporte e empresas avaliam pedir aumento do subsídio em Porto Alegre

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

Combustível já chega a R$ 8,10 na Capital, mas ônibus e lotações seguem operando normalmente




O aumento do preço do diesel, em meio à guerra no Oriente Médio, já começa a pressionar o transporte público de Porto Alegre. Apesar de ônibus e lotações seguirem operando normalmente na Capital, empresas do setor afirmam que o custo do combustível já impacta o sistema e pode levar a um pedido de ampliação do subsídio pago pela prefeitura para manter a tarifa aos usuários.

O monitoramento ocorre após cidades do interior do Rio Grande do Sul registrarem redução de horários. Em Rio Grande, no Sul do Estado, a concessionária responsável pelo transporte coletivo anunciou cortes temporários em linhas e horários por dificuldade na compra de diesel. Situação semelhante foi registrada em Santiago, na Região Central.

Na Capital, porém, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Porto Alegre informou que acompanha o abastecimento nas garagens das empresas e nas distribuidoras. “Até o momento, a operação do transporte público segue normalizada, sem comprometimento no abastecimento ou na oferta de viagens de ônibus à população”, afirmou a pasta, em nota.

Mesmo sem impacto direto na operação, o aumento do diesel já preocupa o setor. A Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATPPOA) informou que as empresas começaram a sentir os efeitos da alta do combustível.

Segundo a entidade, ainda não há falta de abastecimento para os ônibus, mas o aumento de preços já eleva os custos do sistema. “Apesar de não termos informações sobre desabastecimento, as empresas já estão sendo impactadas com o aumento de preço do combustível e preocupadas com novos aumentos exorbitantes que possam acontecer”, informou a associação.

De acordo com a ATPPOA, a elevação do diesel tende a aumentar o custo por quilômetro rodado do transporte coletivo. A entidade avalia, porém, que dificilmente o impacto será repassado diretamente à tarifa dos usuários. “A expectativa é também aumentar o subsídio”, informou a entidade.

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