Arquivo Histórico de Bento Gonçalves publica artigo sobre a evolução territorial do município
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O Arquivo Histórico de Bento Gonçalves é a casa da preservação e conservação sobre o processo civilizatório da até então Colônia Dona Isabel. A trajetória do município perpassa mais de 130 anos, considerado um tempo jovem para os parâmetros da História, mas conta com biografia robusta e plena de fatos que fizeram de Bento Gonçalves referência nacional.
O coordenador Vagner Boni vem produzindo uma série de artigos que abordam diferentes aspectos, que ora versam sobre o bairro Cidade Alta, ora sobre a idealização, construção e mudanças na Pipa Pórtico. Agora, publica “A evolução territorial de Bento Gonçalves – Aspectos da divisão administrativa”, importante documento que traça a linha do tempo por meio da criação das freguesias, emancipação política, dos distritos e as subsequentes perdas de território. O foco está no aspecto das divisões administrativas, como os distritos, por exemplo.
Nos idos das demarcações, do último quartel do século XVIII, era uma cartografia que unia Garibaldi (e todos os municípios que também se originaram dele), quase metade de Farroupilha, além dos mais recentes, como Santa Tereza, Monte Belo do Sul e Pinto Bandeira.
“O trabalho foi importante para determinar as fontes primárias exatas das informações que circulam em diversos meios, muitas delas contendo erros, que podemos esclarecer no estudo. Há erros em livros sobre a história local e até mesmo no site do IBGE, sendo que tudo isso é esclarecido no artigo”, destaca Vagner.
Ele comenta que esta parte do trabalho foi a mais difícil, pois as fontes, como leis e decretos, de determinada época, são oriundas do Governo Estadual, tendo reunido informações de órgãos oficiais como Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul, Centro de Memória da Assembleia Legislativa, Museu da Comunicação Hipólito José da Costa e o Departamento de Informações Oficiais da Secretaria da Casa Civil. A pesquisa foi feita ao longo de 2025.
Outro aspecto analisado foi a mudança de nomes de distritos, ou mesmo a extinção e recriação de subdivisões municipais. “Também trazemos algumas curiosidades sobre localidades e acidentes geográficos que teriam mudado de nome em determinada época da história nacional. Falando em história nacional, o artigo situa os acontecimentos de Bento Gonçalves dentro do contexto histórico do Brasil, dando explicações sucintas sobre como aspectos nacionais influenciaram a história local”, ressalta o coordenador.
Ainda, o documento traz um pouco sobre os aspectos urbanos, como a expansão da cidade e a delimitação e denominação dos bairros. Previsto para este ano, o órgão vai divulgar o estudo sobre a história da ferrovia em Bento Gonçalves.
O artigo “A evolução territorial de Bento Gonçalves – Aspectos da divisão administrativa” está disponível na página do AHBG (https://www.bentogoncalves.rs.gov.br/arquivo-historico/), assim como outros itens lançados anteriormente, como sobre a revolta contra impostos. Também há transcrições de relatórios da intendência (prefeitura) de 1893 a 1920, e transcrições de correspondências sobre Revolução Federalista para a pesquisa pública.












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