Arquivo Histórico publica o artigo “As Ferrovias no Município de Bento Gonçalves”


Nesta semana, em 20 de outubro foi homenageado a profissão de arquivista. A data celebra o seu essencial papel na preservação e organização de dados, documentos, livros, entre outros recursos de caráter oficial municipal ou comunitário. Dessa forma, a história é assegurada a sua integridade e credibilidade, além de estar acessível a pesquisadores, estudantes, interessados em assuntos e temas do tempo/espaço civilizatório.
O coordenador do Arquivo Histórico de Bento Gonçalves, Vagner Boni, vem realizando a digitalização do seu acervo o qual está em mais de 85%, além de produzir artigos sobre fatos marcantes, ampliando as suas compreensões. Agora, publica mais um documento o processo de implementação da ferrovia e de suas estradas.
Nesta jornada de mais de 50 páginas, as fontes foram além do escopo para relatar as profundas transformações na cidade. Foram utilizadas obras bibliográficas relacionadas ao tema, coletâneas históricas, legislação aplicada, inúmeras notícias de jornais, além de fontes específicas do próprio AHBG, tais como registros de correspondências, relatórios, folders e fotografias.
“Também contamos com o apoio do 1º Batalhão Ferroviário e do 1º Centro de Geoinformação, este último nos fornecendo imagens aéreas das décadas de 1960 e 1970, o que permitiu reconstituir aspectos históricos dessas épocas”, comenta Vagner.
O texto apresenta uma breve introdução, abordando o histórico das ferrovias no Brasil e no Rio Grande do Sul, contextualizando o tema. Em seguida, são abordados os aspectos relacionados à chegada da ferrovia em Bento Gonçalves, com informações sobre todos os pleitos da comunidade solicitando a chegada da mesma a nossa cidade, culminando com a inauguração da estação ferroviária, em 10 de agosto de 1919.
O capítulo seguinte trata do período em que aqui esteve o 1º Batalhão Ferroviário, que deu continuidade à construção da ferrovia, chegando com a mesma em Jaboticaba, no vale do Rio das Antas, além de construir boa parte do Tronco Sul, linha ferroviária primordial na ligação do RS com o restante do país.
O último capítulo trata dos usos da ferrovia ao longo do tempo, de 1919 a 2024. São abordados os transportes de passageiros, de cargas, os passeios com finalidade turística, as desativações e reativações da ferrovia, além de todas as ideias e propostas para dar novos usos às nossas linhas ferroviárias.
“Concluímos a abordagem no ano de 2024, no qual, infelizmente, por conta das chuvas e deslizamentos de terra as ferrovias ficaram inutilizáveis, restando apenas o passeio entre Bento Gonçalves e Carlos Barbosa. Mas este capítulo é interessantíssimo, pois traz informações reveladoras, muitas, completamente desconhecidas dos mais jovens ou, até, já esquecidas pelos mais velhos. O texto é repleto de surpresas!”, ressalta o arquivista.
Desta vez, tem-se outros aspectos, com um enfoque mais amplo e curiosidades sobre a construção da ferrovia, especialmente no trajeto de Bento a Jaboticaba. Por exemplo: até onde tinha chegado a construção da ferrovia quando chegou o Batalhão Ferroviário em 1943? Essa e muitas outras informações, como a visita de um museu sobre trilhos em nossa cidade, estão elencadas neste artigo.
Da mesma forma que os demais artigos já produzidos pelo AHBG, este está disponível na página do arquivo: https://www.bentogoncalves.rs.gov.br/arquivo-historico/.
















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