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Brasileiro bate recorde mundial ao correr 188 km em esteira em 24 horas

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

Pepe Fiamoncini, de 35 anos, superou marca ao percorrer distância equivalente a mais de quatro maratonas em um dia de desafio



O multiatleta brasileiro Pepe Fiamoncini, de 35 anos, alcançou um recorde curioso nesta quinta-feira (5), percorrendo 188 quilômetros em 24 horas em uma esteira.

Fiamoncini completou o desafio às 9h00 (horário de Brasília) na Rio Academia, no Posto 10 da praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Ele havia iniciado sua corrida, equivalente a mais de quatro maratonas, na manhã anterior.

"Por incrível que pareça, comecei no esporte, 100%, durante a pandemia, que me vi trancado dentro de um apartamento no confinamento, no isolamento, e comecei a treinar e me inscrevi para fazer um Ironman", disse Fiamoncini à AFP.

"O Ironman, para mim, era o auge da capacidade humana: 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida. Quando acabei o Ironman, falei: "e agora? O que vem depois?". Aí eu descobri o Ultraman, que é mais do que o dobro da distância", acrescentou esse "paulista com alma carioca", como o próprio se define.

Agora, ele escreverá seu nome novamente no Livro Guinness dos Recordes, assim que a organização validar o recorde após monitorar o desafio por vídeo ao vivo e analisar as informações das testemunhas.

Correndo no mesmo lugar


Depois de completar o Ironman e o Ultraman, Fiamoncini, um contador e administrador totalmente dedicado aos seus desafios esportivos, começou a pesquisar os recordes do Guinness, enquanto se apaixonava por "um lugar mágico": o Salar de Uyuni, na Bolívia.

Em maio de 2023, ele atravessou os 170 quilômetros do Salar de Uyuni em 33 horas, quatro minutos e dez segundos, sob condições extremas: 3.600 metros acima do nível do mar e temperaturas desérticas que variavam entre 30°C durante o dia e -10°C à noite.Foi o seu primeiro recorde. O recorde anterior era de 55 horas.

"Toda a minha equipe estava com o nariz sangrando [por conta da altitude e do ar seco]. Então, você imagina, o deserto, você só vê o horizonte à sua volta, e o pessoal com o nariz sangrando, meio "Walking Dead"", brincou.

Ele já havia completado a icônica Travessia do Leme ao Pontal, nadando 36 quilômetros em mar aberto, no Rio.

"O físico aguenta. Agora, e a cabeça, né? (...) O que é a coisa mais chata que odeio?". A resposta: "Treinar na academia, lugar fechado".


"Correndo sem parar no mesmo lugar, né?", continuou.

Em outubro do ano passado, na esteira, Fiamoncini estabeleceu seu segundo recorde: 110 quilômetros em 12 horas, um prenúncio para as 24 horas, seu terceiro recorde, durante o qual fez breves pausas para ir ao banheiro ou trocar de tênis.

E ele não pensa em parar.

O próximo desafio em mente é a Badwater, considerada a ultramaratona mais exigente do mundo, com um percurso de 217 quilômetros no Vale da Morte, na Califórnia, em temperaturas extremas que chegam a 50ºC.



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