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Brigada Militar faz três operações simultâneas contra grupo suspeito de incendiar ônibus em Porto Alegre

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    temporacomunicacao
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

Ação tem foco nos bairros Lomba do Pinheiro, Mario Quintana e Bom Jesus





A Brigada Militar faz pressão operacional contra a facção Bala na Cara, apontada como responsável do incêndio de três ônibus no bairro Morro Santana, em Porto Alegre, no dia 9 de março. O grupo criminoso é alvo das ofensivas Saturação de Área, Cerco Fechado e Transporte Seguro, que somam efetivos do Comando de Policiamento da Capital (CPC), incluindo guarnições da Força-Tática e Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), além do 1º Batalhão de Polícia de Choque (1º BPChq).

De acordo com a corporação, a Operação Transporte Seguro é uma ação voltada à segurança de passageiros, motoristas e trabalhadores do transporte coletivo. As diligências incluem atuação em linhas e terminais de ônibus da Capital, com patrulhamento e abordagens em pontos estratégicos. O objetivo é ampliar a sensação de segurança da população.

Já no caso das Operações Cerco Fechado e Saturação de Área, o foco é manter policiamento ostensivo e preventivo em áreas de tráfico, com abordagens policiais, incursões em áreas sensíveis e barreiras em vias de grande circulação, fazendo a identificação de pessoas e veículos. As ações ocorrem nos bairros Lomba do Pinheiro, Mario Quintana e Bom Jesus, onde há núcleos da quadrilha Bala na Cara.

Segundo o coronel e comandante do CPC, Márcio Luiz da Costa Limeira, as operações tem caráter permanente, sem prazo de término. “Seguimos com ações de visibilidade e presença qualificada em alguns locais, especialmente, onde atuavam os possíveis envolvidos, mantendo a tranquilidade em Porto Alegre. Também intensificamos a presença no transporte público, inclusive com PMs nos deslocamentos”, enfatiza o oficial.

Pelo menos dois suspeitos de envolvimento na queima dos ônibus seguem presos desde a semana passada. Um destes foi detido no bairro Mario Quintana, na zona Norte da Capital, suspeito de ter atuado como motorista dos comparsas. Outro, acabou sendo recolhido em Viamão, após tentativa de fuga na Lomba do Pinheiro.

Crime a mando de detentos da Pasc

A Brigada Militar não confirma, mas três detentos da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) são suspeitos de envolvimento no incêndio dos ônibus em Porto Alegre. Eles foram identificados como José Dalvani Nunes Rodrigues, o Minhoca, Márcio de Oliveira Schultz, o Alemão Márcio, e Cristian dos Santos Ferreira, o Nego Cris, investigados como mandantes.

Esses presos teriam manifestado insatisfação com as novas regras da Pasc, que incluem fim das cantinas, uso de uniforme e mudanças na permissão de visitas, entre outras alterações. Eles foram transferidos ao módulo de segurança máxima da unidade, horas após os ônibus incendiados.

O advogado Jean de Menezes Severo, que representa Minhoca e Alemão Márcio Schultz, nega qualquer tipo de envolvimento dos clientes no ocorrido. Ele considera que os dois sofrem com preconceito e perseguições, devido ao fato de serem apontadas por forças policiais como líderes de facção.

"Posso afirmar, com a máxima certeza, que José Dalvani e Márcio Schultz são completamente inocentes dessas acusações. Eles querem apenas terminar de cumprir suas penas e retornar ao trabalho, bem como para as suas famílias. Infelizmente, foi criado um estigma sobre ambos, sendo acusados injustamente, mas a verdade prevalecerá”, enfatiza Jean Severo.

A advogada Bruna Marques Gambini, que defende Nego Cris, também reforça a inocência dele no caso do incêndio dos ônibus. Ela afirma que conversou com seu cliente e que não vê fundamentação nas suspeitas da polícia.

“A defesa de Cristian dos Santos Ferreira nega veementemente as suspeitas levantadas. Em conversa que tive com ele no parlatório, nessa quarta-feira, demonstrou extrema preocupação com acusações que considera falsas e sem fundamento. Não há qualquer elemento concreto que sustente essas suspeitas. Tenho convicção que, com a apuração completa dos fatos, ficará demonstrada a sua inocência”, destaca Bruna Marques Gambini.

Ministério Público e Polícia Civil dizem que esses apenados seriam lideranças da facção Bala na Cara. Os três já estiveram no Sistema Penitenciário Federal, mas acabaram retornando ao território gaúcho.


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