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Caso da Recém-Nascida abandonada em lixeira: Conselho Tutelar recebe enxurrada de ligações por adoção e relata choque com fato registrado em Bento Gonçalves

Foto do escritor: temporacomunicacao
temporacomunicacao
há 38 minutos
2 min de leitura
Criança está na UTI Neonatal do Hospital Tacchini, em estado estável. Foto meramente ilustrativa, gerada por IA
Criança está na UTI Neonatal do Hospital Tacchini, em estado estável. Foto meramente ilustrativa, gerada por IA

A repercussão do abandono de uma recém-nascida encontrada dentro de uma lixeira no bairro Vinosul gerou uma onda de indignação e uma forte mobilização no Conselho Tutelar de Bento Gonçalves. Enquanto a menina segue internada em estado estável sob cuidados médicos no Hospital Tacchini, o órgão responsável pela proteção infantojuvenil passou a lidar com uma intensa procura da comunidade interessada em acolher a criança.


Em entrevista à reportagem, a conselheira tutelar plantonista Silvana de Lima detalhou os desdobramentos da ocorrência e classificou o episódio como algo inédito e gravíssimo na rotina do município. Segundo o relato, a Brigada Militar informou o Conselho imediatamente após o resgate realizado por um trabalhador industrial, pouco antes da meia-noite, e encaminhou a bebê para o hospital, além de registrar o boletim de ocorrência. 


Na manhã seguinte, as equipes do órgão estiveram no Tacchini para acompanhar a situação. "A criança se encontra bem, está aos cuidados médicos e não tem identificação da criança nem da genitora", afirmou a conselheira.


O caso foi formalmente comunicado aos órgãos competentes, incluindo o Poder Judiciário e o Ministério Público, para a adoção das medidas protetivas necessárias enquanto a menina permanecer internada. As investigações criminais sobre a autoria e as circunstâncias do abandono continuam a cargo da Polícia Civil.


Sobre o impacto emocional gerado pela ocorrência, a conselheira destacou a gravidade da situação enfrentada pelas equipes de plantão: "É um assunto atípico, a gente nunca tinha se deparado com uma situação tão relevante e agravante desta natureza, mas conseguimos fazer os encaminhamentos necessários para pedir a medida de proteção para criança, que até então vai permanecer internada, para possíveis outros encaminhamentos que aí cabe ao Judiciário".


O caso também provocou forte comoção pública, resultando em dezenas de contatos com o órgão de proteção. "Sim, foram muitas ligações de pessoas, até mesmo com intenções de querer adotar a criança, mas a gente sabe que não é assim que funciona", pontuou Silvana. 


A profissional explicou que os trâmites legais exigem rigor e seguem uma ordem pré-estabelecida: "Existem passos legais que devem ser seguidos, e se for para uma doação há uma fila de espera, de pessoas que já estão habilitadas para a adoção. O caso ainda está em investigação, então temos que aguardar as definições a seguir".


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