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Caso Roseli: Pedido de socorro, histórico de ameaças e nova linha da investigação aprofundam tragédia que chocou a Serra Gaúcha

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura



Novos detalhes revelados pela investigação da Polícia Civil lançam luz sobre a tragédia que abalou Nova Prata e toda a Serra Gaúcha na madrugada deste sábado, 21. A ex-vereadora de Nova Prata e diretora administrativa da Secretaria Estadual do Esporte e Lazer, Roseli Vanda Pires Albuquerque, de 47 anos, tentou pedir ajuda momentos antes de ser assassinada dentro do próprio apartamento, localizado na área central do município.


De acordo com a apuração policial, além da mensagem enviada à mãe com o apelo “vem aqui”, Roseli tentou contato telefônico por volta das 3h30min. A ligação não foi atendida porque a mãe dormia naquele momento. Mais tarde, a idosa despertou após receber uma chamada do número do ex-companheiro da filha. Sem conseguir retorno de nenhum dos dois, decidiu ir até o apartamento, onde encontrou a porta trancada e acionou a Brigada Militar.


No interior do imóvel, policiais da 3ª Companhia Independente da Brigada Militar localizaram os corpos de Roseli e do ex-marido, Ari Albuquerque, apontado como autor do crime. A perícia preliminar indicou que Roseli foi morta por estrangulamento. Ari foi encontrado sem vida no local, com ferimento no pescoço provocado por faca. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio seguido de suicídio.


O casal esteve junto por quase 30 anos e estava separado havia cerca de seis meses. Apesar da separação, Ari ainda mantinha as chaves do apartamento. Em depoimento, pessoas próximas relataram à Polícia Civil que Roseli sofria ameaças no contexto de violência doméstica, embora não houvesse registro formal de medidas protetivas de urgência em vigor.


A delegada responsável pelo caso, Liliane Pasternak Krann, informou que, externamente, o relacionamento aparentava ser amistoso após a separação. Ari Albuquerque era servidor do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o que, segundo a investigação, contribuiu para que não recaíssem suspeitas imediatas sobre ele, apesar de um histórico conjugal conturbado.


No momento do crime, o filho do casal, um jovem de 26 anos diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista, dormia em outro cômodo do apartamento. Ele não presenciou os fatos e está agora sob os cuidados da avó materna.


A morte de Roseli reacende o debate sobre violência contra a mulher e falhas na rede de proteção. Figura pública respeitada, ela teve uma trajetória política marcante: em seu segundo mandato como vereadora, foi a mais votada da história recente de Nova Prata, concorreu ao cargo de deputada estadual em 2022 e, em 2024, disputou a eleição como candidata a vice-prefeita do município.


Além da forte atuação em Nova Prata, Roseli era bastante conhecida em Bento Gonçalves, onde participou de cursos, eventos institucionais e atividades na Câmara de Vereadores, mantendo diálogo constante com lideranças políticas e comunitárias da região.


O crime, que já havia causado profundo choque e comoção, ganha agora contornos ainda mais duros com a confirmação de que houve um pedido de socorro não atendido e relatos de ameaças anteriores. A investigação segue em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso.

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