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Chuva causa estragos em mais de 50 municípios do RS; há mortos, desaparecidos e milhares fora de casa

Foto do escritor: temporacomunicacao
temporacomunicacao
18 de jun. de 2025
2 min de leitura

O Rio Grande do Sul enfrenta mais uma onda de destruição provocada pelas chuvas intensas que atingem o estado em junho de 2025. Conforme levantamento atualizado pela Defesa Civil, ao menos 1.000 pessoas estão desabrigadas, vivendo em abrigos públicos, e outras 1.336 estão desalojadas, tendo buscado refúgio com familiares ou amigos. As fortes precipitações já deixaram duas mortes confirmadas e uma pessoa desaparecida.

Entre os municípios mais atingidos, Jaguari vive uma das situações mais críticas, com 600 desabrigados e 600 desalojados em razão de alagamentos e deslizamentos de terra. Em Canoas, 28 pessoas precisaram ser acolhidas em abrigos e 89 estão desalojadas. Já Santa Maria registrou 36 alagamentos, uma inundação, 34 casas danificadas e nove pessoas desabrigadas.

Dois óbitos foram confirmados: um em Candelária, após uma pessoa desaparecer durante a tentativa de travessia em área alagada, e outro em Nova Petrópolis, em circunstâncias ainda sob investigação.

Diversos municípios relatam interdições de estradas, quedas de pontes, alagamentos de escolas, casas e vias públicas, além de destelhamentos e quedas de árvores. Em Encruzilhada do Sul, 15 casas foram inundadas e 30 moradores precisaram deixar suas residências. Já em Santa Cruz do Sul, são seis desabrigados e 120 desalojados, com apoio logístico sendo realizado com lonas e abrigos emergenciais.

Intervenções da Defesa Civil e de prefeituras locais seguem em curso para desobstrução de vias, distribuição de mantimentos e acolhimento das famílias afetadas. Em alguns locais, como Cotiporã, há registro de deslizamentos de barreiras, e em outros, como Espumoso e Bom Retiro do Sul, os serviços de desobstrução de bueiros estão em andamento.

A Defesa Civil alerta a população para que evite deslocamentos não essenciais, especialmente em regiões com histórico de alagamentos ou áreas de risco geológico. A orientação é que os moradores fiquem atentos às comunicações oficiais dos municípios e, em caso de emergência, acionem os canais de atendimento da Defesa Civil ou do Corpo de Bombeiros.

As autoridades seguem em estado de atenção máxima, com previsão de continuidade das chuvas em algumas regiões nas próximas 48 horas.

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