Conferência Registro da Cor debateu diversos temas sobre memória negra, educação antirracista, patrimônio cultural e escrita periférica
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A Conferência “Registro da Cor – Memória Negra e Escrita Popular” reuniu comunidade, artistas, pesquisadores, educadores e movimentos sociais em dois dias de programação cultural voltada ao debate sobre memória negra, educação antirracista, patrimônio cultural e escrita periférica em Bento Gonçalves.
Inspirado no livro “Registro da Cor – Memórias da População Negra de Bento Gonçalves”, o evento transformou relatos orais e trajetórias de vida em espaço público de encontro, reflexão e diálogo. A proposta buscou ampliar as narrativas sobre a cidade, reconhecendo a contribuição histórica das populações negras, periféricas e populares na construção do território.
Realizada em um ano marcado pelas comemorações dos 150 anos da Imigração Italiana em Bento Gonçalves, a conferência também propôs um olhar ampliado sobre a formação cultural da cidade, destacando que sua história foi construída por muitas outras presenças, culturas e experiências além da imigração europeia.
Com mesas temáticas, apresentações culturais e espaços de convivência comunitária, o evento contou com a participação de convidados locais e nacionais, entre eles escritores, professores, pesquisadores e pessoas entrevistadas pelo projeto Registro da Cor.
A mesa “Cultura para a Educação Antirracista” reuniu educadores e pesquisadores para discutir práticas pedagógicas voltadas à valorização da cultura afro-brasileira e ao enfrentamento do racismo nos espaços educativos. Já a mesa “Escrita Periférica e Narrativas Contemporâneas” promoveu um diálogo entre autores sobre literatura produzida a partir das vivências das periferias urbanas e dos territórios historicamente marginalizados, que contou com o escritor Jose Falero, autor de “Os supridores”, obra que ganhou destaque na cena literária nacional.
Na mesa “Vozes do Livro e Patrimônio”, aproximou o público, entrevistados do projeto e especialistas em patrimônio cultural, reforçando a importância da oralidade, das memórias familiares e das experiências comunitárias como parte fundamental da história da cidade.
Além das mesas de debate, a conferência contou com apresentações culturais, sonorização ao vivo do grupo Pagode do Chaves, DJ e grupo de breaking da Sala Hip Hop, fortalecendo a relação entre cultura negra, encontro comunitário e ocupação dos espaços culturais da cidade.
A conferência foi idealizada pela Sociedade Educativa e Cultural 20 de novembro, entidade histórica do movimento negro de Bento Gonçalves. A curadoria e construção conceitual do projeto contou com a atuação de Lucas de Anhaia, historiador, escritor e autor do livro Registro da Cor, responsável pela pesquisa histórica e pela organização dos conteúdos debatidos durante o evento.
A coordenação geral foi realizada pela produtora cultural Zilda Marques da Silva Núncio, presidenta da entidade e uma das idealizadoras do projeto, enquanto a coordenação de mídias e comunicação ficou sob responsabilidade de Pablo do Rosário, responsável pelo acompanhamento da comunicação visual, divulgação e registro digital da conferência. O projeto foi contemplado pelo Fundo Municipal de Cultura por meio do Edital 01/2025 – Segmentos Culturais em Ação, tendo recebido o valor de R$ 40 mil para a execução.












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