Conferência sobre memória negra e escrita popular será realizada em Bento Gonçalves com apoio do fomento cultural
- temporacomunicacao
- há 8 horas
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A valorização da memória negra, da escrita popular e das narrativas de pertencimento estará no centro da conferência “Registro da Cor – Memória Negra e Escrita Popular”, que será realizada em Bento Gonçalves como um espaço gratuito de encontro, reflexão e expressão cultural. A iniciativa reunirá escritores, educadores, pesquisadores, artistas e lideranças comunitárias em uma programação voltada ao debate sobre identidade, patrimônio cultural e produção literária periférica.
O projeto, de autoria de Zilda Marques da Silva Nuncio, foi contemplado com R$ 40 mil por meio de edital público de fomento executado pela Secretaria Municipal de Cultura de Bento Gonçalves, dentro da categoria Expressões Livres de Fomento à Criação Artística nos Segmentos Culturais – Culturas Populares e Identidades. O apoio integra a política de investimento cultural do município e reforça o compromisso com iniciativas que ampliam o acesso da comunidade a bens, serviços e experiências culturais ligadas à diversidade e à memória coletiva.
Inspirada no livro “Registro da Cor – Memórias da População Negra de Bento Gonçalves”, publicado em 2025, a conferência propõe ampliar esse processo de escuta e visibilidade por meio de uma programação estruturada em quatro mesas temáticas, atividades de abertura e encerramento cultural. Entre os temas abordados estarão a construção do livro, o reconhecimento das memórias negras como patrimônio cultural, a escrita periférica como forma de expressão social e as práticas educativas voltadas às relações étnico-raciais.
Entre os convidados está o escritor gaúcho José Falero, reconhecido nacionalmente por obras como “Os Supridores” e “Mas em que mundo tu vive?” (ambos publicados pela Editora Todavia) que participará de mesa dedicada à escrita periférica e resistência. A programação também contará com a mesa “Cultura para a Educação Antirracista”, reunindo educadoras e pesquisadoras, além da atividade “Vozes do Livro e Patrimônio”, com pessoas entrevistadas no projeto em diálogo com a historiadora Lisandra Macedo Pinheiro, especialista em patrimônio cultural.
Além da conferência, o projeto prevê outros bens e serviços culturais oferecidos à comunidade, entre eles a disponibilização de quatro vídeos com o material da conferência, garantindo acesso público ao conteúdo em plataformas digitais, e a realização de três rodas de conversa com crianças e adolescentes nos Centros de Convivência e Fortalecimento de Vínculos das instituições Toquinha da Amizade, Balão Mágico e SEST/SENAT Bento Gonçalves. O encerramento contará ainda com apresentações artísticas vinculadas à cultura negra.
A programação será realizada na sede da Sociedade Educativa e Cultural 20 de Novembro, com entrada gratuita e acessibilidade em Libras. A coordenação é de Zilda Marques da Silva Núncio, presidenta da entidade, e do escritor e pesquisador Lucas de Anhaia, autor do livro que inspira o projeto.
Para o secretário municipal de Cultura, Evandro Soares, apoiar propostas como essa é fundamental para ampliar a presença de diferentes vozes no campo cultural do município. “Projetos como Registro da Cor têm um papel muito importante porque valorizam memórias que precisam ser reconhecidas, preservadas e compartilhadas. O fomento público, por meio da Secretaria de Cultura, existe para isso: para apoiar iniciativas que fortalecem identidade, ampliam o debate cultural e ajudam a construir uma cidade mais consciente da sua diversidade e da sua história”, destaca.
Alinhado às diretrizes do Plano Municipal de Cultura, o projeto contribui para a valorização das culturas populares e identidades, para a preservação da memória coletiva e para o fortalecimento da cultura como espaço de escuta, formação e participação social.













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