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Conheça os palestrantes do evento que debaterá tendências de moda, varejo e relações multigeracionais em Caxias do Sul

Foto do escritor: temporacomunicacao
temporacomunicacao
há 1 dia
5 min de leitura

Encontro abordará o comportamento do consumidor, a criação de moda e a gestão de equipes; ingressos estão no segundo lote



Como será o comportamento do consumidor em 2027? De que forma a indústria da moda pode acompanhar a velocidade das tendências sem perder identidade? E como as empresas podem transformar as diferenças entre gerações em oportunidades de colaboração? Essas questões estarão no centro do Movimento Moda 2026, que ocorre no dia 1º de outubro (quinta-feira), a partir das 17h, no auditório da CIC, em Caxias do Sul.


Realizado pelo Fitemavest – Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem, Malharias, Vestuário, Calçados e Acessórios da Serra Gaúcha e pelo Comitê de Moda, o encontro reunirá profissionais com trajetórias ligadas à indústria, ao varejo, à criação e à gestão de pessoas. A expectativa dos organizadores é receber aproximadamente 250 participantes, entre empresários, profissionais, estudantes e representantes do setor.


Os ingressos estão no segundo lote, disponível até o dia 20 de setembro, com valores de R$ 75 para associados ao Fitemavest e R$ 120 para não associados. A programação terá início com credenciamento a partir das 17h, seguida pelas palestras a partir das 18h.


Um dos destaques do Movimento Moda 2026 será a palestra “Vendas e varejo para 2027 – Cliente satisfeito volta, encantado indica”, conduzida pelo economista e empresário Carlos Klein. Formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ele está à frente da Via Condotti – Moda Masculina e preside a CDL Porto Alegre. Sua trajetória também inclui atuação no associativismo e como diretor financeiro voluntário do Banco de Alimentos de Porto Alegre.


Com aproximadamente 26 anos de experiência na indústria da moda, Klein pretende aproximar sua vivência como confeccionista e lojista dos desafios enfrentados atualmente pelas empresas. A apresentação será estruturada em três eixos: sua trajetória profissional, as mudanças no comportamento do consumidor e os possíveis impactos de transformações legislativas sobre o setor em 2027.


O palestrante também apresentará observações sobre o varejo de shopping e de rua de Porto Alegre, além de experiências em feiras e eventos dos quais participa como representante da entidade. Entre os temas estão a integração entre canais físicos e digitais, o avanço do live shopping e a necessidade de compreender os diferentes perfis de consumidores.


“Entre as principais mudanças que esperamos encontrar no comportamento do consumidor está uma capacidade de omnicanalidade cada vez maior, além da influência do live shopping sobre o seu poder de escolha”, aponta Klein.


Na avaliação do empresário, as transmissões ao vivo tendem a ganhar espaço como ferramenta de relacionamento e comercialização, inclusive para negócios que mantêm lojas físicas.


“As lives realmente parecem ser algo que veio para ficar e que tende a se tornar cada vez mais forte. Por isso, o varejista que possui uma loja física precisa contar com essa ferramenta para atrair público e gerar fluxo para as suas lojas. É importantíssimo ficar atento a esse movimento”, destaca.


A discussão também passará pela necessidade de identificar com precisão o público atendido. Para Klein, a escolha dos canais e a experiência oferecida devem considerar as características e expectativas de cada perfil de consumidor.


“Cada perfil procura um tipo de canal de venda. A loja física precisa compreender exatamente qual é o perfil que atende e, dentro dele, oferecer a melhor experiência possível”, observa.


Essa experiência, segundo ele, envolve decisões que vão além do atendimento. A oferta e a profundidade do mix de produtos, a disponibilidade de estoque e a agilidade na entrega também influenciam a percepção de valor e a relação do cliente com a marca.


“Isso envolve o atendimento e o modelo de atendimento, a oferta e o mix de produtos, a profundidade desse mix, a disponibilidade de estoque e a agilidade para proporcionar uma entrega rápida e instantânea”, explica.


Ao abordar os desafios de gestão, Klein pretende defender uma atuação mais estruturada nos diferentes pontos de contato entre empresas e consumidores. A recomendação é que o varejista trate a integração dos canais como parte central da estratégia do negócio.


“Caso eu pudesse recomendar uma mudança, seria a profissionalização e a estruturação dos diferentes canais de comunicação, comercialização e distribuição que o lojista precisa oferecer atualmente para atender o seu público. Essa é uma atividade que precisa ser feita ‘para ontem’”, afirma.


A apresentação também abordará possíveis mudanças na legislação, como a discussão sobre o fim da escala 6x1 e eventuais alterações na tributação de compras internacionais, conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”. A proposta é analisar de que maneira esses cenários poderão influenciar a indústria da moda e o varejo em 2027.


Criação, tendências e identidade de marca


A primeira palestra da noite, “Moda rápida não é moda rasa – Criar na velocidade do mundo sem perder profundidade”, será conduzida pelo Comitê de Moda, com Anieli Della Giustina, Carolina Lima, Isabelle Raimann e Paula Segato. A apresentação discutirá como as transformações culturais, sociais e de consumo influenciam o desenvolvimento de produtos e a construção de marcas.


A proposta é mostrar que acompanhar a velocidade do mercado não significa abrir mão de repertório, estratégia ou identidade. As palestrantes levarão ao debate experiências complementares em pesquisa, desenvolvimento de coleções, direção criativa, posicionamento e comunicação.


Anieli Della Giustina é graduada em Moda pela UCS, estilista, pesquisadora de tendências e profissional de Desenvolvimento de Coleções. Atua como designer de moda e estilista freelancer, desenvolvendo projetos que conectam pesquisa, criatividade, identidade de marca e estratégia de mercado.


Carolina Lima é diretora de posicionamento e criação de conteúdo. Formada em Design de Moda, possui experiência em direção criativa na indústria e MBA em Marketing pela ESPM. É especialista em posicionamento estratégico para canais digitais e criadora do método ÍMÃ, por meio do qual atua na construção de narrativas e territórios de marca.


Isabelle Raimann é graduada em Design de Moda pela UCS e especialista em Comportamento, Cultura e Tendências de Moda pela PUCRS. Com experiências em marketing, pesquisa e varejo, integrou o Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento da Dakota. Atualmente, é designer de moda e estilista na MES, marca de vestuário feminino.


Paula Segato possui quase 30 anos de atuação no mercado. Designer de moda, diretora criativa e estrategista de marcas, é formada em Moda e Estilo pela UCS e possui especializações em Modelagem, Marketing e Gestão aplicada à moda. Viveu durante cinco anos na Itália, ampliando seu contato com o mercado europeu, feiras e pesquisas internacionais. À frente da Paula Segato Design de Moda, atua no desenvolvimento estratégico de marcas e coleções e também é professora e palestrante.


Diferenças entre gerações no ambiente de trabalho


A terceira palestra, após a de Carlos Klein, “Manual de sobrevivência multigeracional no trabalho – As diferenças entre gerações não precisam dividir as equipes”, será conduzida por Stefan Ligocki.


Jornalista, pós-graduado em Gestão Empresarial pela FGV e Marketing Estratégico pela ESPM, Ligocki tornou-se Especialista em Mercado da Longevidade pela FGV em 2021. É fundador e diretor da Madura Idade, empresa voltada a treinamento, consultoria e mentoria nas áreas de Mercado da Longevidade, Diversidade Geracional e Carreira na Maturidade.


Consultor, professor, palestrante, mentor, podcaster e criador de conteúdo, foi reconhecido como “Top Voice” pelo LinkedIn. Desde 2017, realizou mais de 300 treinamentos em 65 cidades brasileiras, alcançando mais de 30 mil profissionais.


No Movimento Moda, abordará de forma prática e bem-humorada os desafios da convivência entre profissionais das gerações Baby Boomer, X, Millennial e Z. O objetivo é discutir diferenças de comunicação, liderança, carreira e expectativas profissionais, apontando caminhos para reduzir ruídos e aproveitar repertórios distintos na construção de equipes mais colaborativas.


Moda inclusiva e conexão entre profissionais


Além das palestras, o Movimento Moda 2026 terá exposição dos trabalhos desenvolvidos para o desafio “A moda é construída por quem?”, promovido pelo Comitê de Moda do Fitemavest em parceria com a Universidade de Caxias do Sul (UCS).

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