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Cooperativa Vinícola Garibaldi reforça orientações a produtores diante da possibilidade de Super El Niño

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    temporacomunicacao
  • há 1 hora
  • 3 min de leitura

Equipe técnica da cooperativa intensifica ações preventivas para minimizar impactos de um eventual excesso de chuvas nos vinhedos

 




A possibilidade de ocorrência de um Super El Niño nos próximos meses tem mobilizado o setor vitivinícola, especialmente pela perspectiva de aumento das chuvas durante parte do ciclo das videiras, cujo pico é estimado para ocorrer entre outubro e dezembro. Embora as previsões ainda apresentem divergências entre especialistas, a Cooperativa Vinícola Garibaldi tem reforçado seu trabalho de orientação técnica junto aos cooperados para que os vinhedos estejam preparados para diferentes cenários climáticos.

As ações começam antes mesmo do início do ciclo produtivo. Durante o planejamento da safra, os técnicos orientam os produtores sobre a aquisição dos insumos mais adequados às condições previstas. Em um cenário de maior umidade, por exemplo, a recomendação é priorizar produtos com ação sistêmica, que oferecem maior proteção em períodos de chuva. Segundo o gerente agrícola da Cooperativa Vinícola Garibaldi, Evandro Bosa, o objetivo é antecipar os possíveis desafios para reduzir riscos à produção. "Claro que se a gente não conseguir pulverizar, em função das chuvas, não vamos ter êxito. Nosso trabalho é preparar o produtor para diferentes situações e, se houver um período mais chuvoso, ele já terá as ferramentas necessárias para fazer o manejo adequado", afirma.

Além da escolha dos defensivos, a cooperativa realiza um acompanhamento técnico contínuo nas propriedades. Nessas visitas, as orientações incluem a manutenção da cobertura vegetal entre as linhas de cultivo, prática que reduz a erosão e melhora a infiltração da água no solo e que há anos é incentivada entre os produtores. A condução dos vinhedos de forma mais aberta também integra as dicas, uma vez que favorece a circulação de ar, reduzindo a umidade entre as plantas. Nesse sentido, outro trabalho ocorre antes mesmo do início das aplicações. Equipes da cooperativa percorrem as propriedades realizando a regulagem dos pulverizadores, calibrando vazão, pressão e velocidade para garantir maior eficiência no uso dos produtos. "Não basta aplicar o produto correto. É preciso aplicá-lo no momento certo e da forma correta. Esse conjunto de cuidados faz toda a diferença para a sanidade dos vinhedos", destaca Bosa. "Também buscamos evitar desperdícios e minimizar os impactos ao meio ambiente, utilizando apenas a quantidade necessária e com a maior precisão possível".

 

Chuvas podem afetar quantidade ou qualidade

 

Os possíveis impactos do El Niño variam conforme o estágio de desenvolvimento das videiras. Se o excesso de chuva ocorrer durante a floração, entre outubro e novembro, pode comprometer a fecundação das flores e reduzir o volume de uvas produzidas. Já precipitações intensas durante a maturação e a colheita favorecem o aparecimento de doenças, como a podridão dos cachos, afetando a qualidade da safra. Apesar desse cenário, Bosa reforça que ainda é cedo para fazer previsões definitivas. "Nós acompanhamos diferentes meteorologistas e nem todos apontam o mesmo cenário. Alguns dizem que será um ano mais chuvoso, outros entendem que será uma condição próxima da normalidade", observa.

Para ele, o mais importante é que os produtores estejam preparados para agir rapidamente caso as previsões se confirmem. Neste mês, a cooperativa realizou uma série de reuniões técnicas com seus núcleos de cooperados para reforçar as orientações. "Dentro do possível, nós estamos preparados e trabalhando para que o produtor esteja pronto para qualquer cenário. O clima nós não controlamos, mas tudo aquilo que depende do manejo nós fazemos", diz Bosa.

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