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Culminância do projeto Arte ConVida é neste sábado, 18 de julho, na Fundação Casa das Artes

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura



Neste sábado (18), na Fundação Casa das Artes, ocorrerá a culminância do projeto Arte ConVida que realizou ao longo de meados deste ano oficinas voltadas para a arte-educação sustentável e o incentivo e fortalecimento da produção feminina nas artes visuais, que contou com a participação de mais de 30 mulheres. Ministradas pela licencianda em Artes, Sarah Milani, a proposta foi pensada na ecologia, com a ideia de criar tintas oriundas de frutas, flores e vegetais.

Unindo arte, educação e meio ambiente, a técnica remete às primeiras descobertas da relação do ser humano e sua vontade de expressão. Os registros apontam o uso de produtos da natureza como raízes e os elementos mencionados acima para a extração das tintas. À luz do século XXI, o retorno das tintas naturais traz um fator consciente perante a realidade sustentável da vida contemporânea: as tintas são orgânicas, não gerando lixo e podendo ser reaproveitadas de forma adequada para outros fins.

Para a confecção dos trabalhos, a técnica se assemelha à aquarela: água e pigmento. Para as imagens, a autorreflexão. Isso mesmo. O objetivo era de criar utilizando as próprias memórias, projetando as emoções, sentimentos, como se tivesse constituindo uma pequena automitologia, ou seja, uma narrativa, o contar uma história.

A professora da rede municipal de ensino, Denize Tosi, participou da oficina e se surpreendeu com a potencialidade da proposta e com a criatividade e pesquisa de Sarah. Em seu quadro, pintou vaso de flores, tema que lhe acompanha desde tempos das suas primeiras pinceladas.

“Deu abertura para pesquisar tintas da natureza que estão presentes no cotidiano das pessoas. Não precisamos ficar amarradas só em tintas profissionais, assim como outros artistas pesquisam como o vinho, o café. Isso amplia a nossa visão da arte”, enfatiza Denize.

Na ocasião da data mencionada, o projeto vai premiar em dinheiro de até R$ 1.500,00 para os trabalhos que se destacarem, avaliados por voto popular e por critérios técnicos.

Nesta imersão, enfatiza-se a não necessidade de experiência prévia, criando espaço de conexão com a arte e de expressão, irradiando para aspectos de autonomia criativa. Ou seja, a arte é aberta a todos como diz Sarah.

“Quando a pessoa é mais tímida, tem o primeiro momento de ‘Meu Deus, o que estou fazendo aqui?’. A arte tem que estar junto das pessoas, reside dentro delas. Seu afloramento, gosto, vai do tempo de cada um: essa incorporação é muito de cada um de se sentir para a arte. É um processo: tenho muitos alunos adultos que têm medo de fazer um círculo como outros já mergulham no rabisco”, comenta Sarah.

Arte ConVida proporcionou ampliar as perspectivas e possibilidades de repertório e de experiências para o público feminino, acessibilizando e inspirando processos criativos, se apropriando e transformando as realidades e expandindo os mecanismos de difusão e fruição.

Para mais informações, acompanhe a página do projeto em


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