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Disputa por dados do celular de Daniel Vorcaro incendeia bastidores do STF

Foto do escritor: temporacomunicacao
temporacomunicacao
há 8 minutos
2 min de leitura


A menos de uma semana de um julgamento crucial no Supremo Tribunal Federal sobre o relatório da Polícia Federal envolvendo o caso Banco Master, uma intensa disputa interna sobre o sigilo de dados explodiu entre os ministros da Corte.

O decano Gilmar Mendes cobrou do presidente do tribunal, Edson Fachin, providências urgentes para garantir que todos os integrantes do plenário tenham acesso integral à mídia extraída do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em ofício enviado neste sábado, Gilmar reforçou um pedido anterior de Cristiano Zanin e defendeu a acionagem direta da Polícia Federal caso o relator do caso, André Mendonça, não disponibilize os arquivos a todos os gabinetes.

O embate gira em torno de mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, identificadas pela PF. O plenário deve avaliar na próxima terça-feira a validade do relatório policial e a viabilidade de investigações envolvendo Moraes.

Enquanto Gilmar argumenta que a retenção de uma cópia de segurança apenas pelo gabinete de Mendonça compromete a paridade interna do tribunal e fomenta análises baseadas em "sínteses parciais", o relator rebate as acusações. André Mendonça justificou que o disco rígido criptografado, enviado pela PF em março, permanece lacrado como contraprova, alegando que a divulgação integral pode prejudicar investigações em andamento e que os dados já constam formalmente para a defesa.

A tensão subiu ainda mais com manifestações duras de Alexandre de Moraes. O magistrado acusou Mendonça de promover um levantamento seletivo e direcionado do sigilo para proteger um determinado grupo político, reforçando que não cabe ao relator escolher quais documentos devem estar disponíveis aos demais integrantes do colegiado.

Diante do cenário de atrito, Gilmar Mendes também solicitou que Edson Fachin centralize a condução de todos os processos conexos para evitar decisões contraditórias. Com questionamentos da Procuradoria-Geral da República pela nulidade do relatório e dúvidas sobre a real prontidão da pauta, o STF caminha para um julgamento de alta voltagem na próxima terça-feira.

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