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EDITORIAL: O DIA MUNDIAL DO ROCK

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    temporacomunicacao
  • 13 de jul.
  • 2 min de leitura

Por Diego Franzen / Pauta Serrana



Guns N Roses em Porto Alegre, abril de 2026. Foto: Pauta Serrana
Guns N Roses em Porto Alegre, abril de 2026. Foto: Pauta Serrana

O Dia Internacional do Rock é uma data que transborda o calendário, um marco que nos empurra de volta para 1985 e para aquele Live Aid. Ali, vimos que o rock é, na essência, uma força capaz de fazer o mundo parar para ouvir um grito por dignidade.


Ser roqueiro é um ato de desobediência civil contra o conformismo. Enquanto os preguiçosos de plantão tentam enquadrar o roqueiro naquele clichê barato e infundado do sujeito sem rumo, a história nos entrega a verdade, o rock é um exercício de liberdade intelectual.


O rock não acompanhou a história, ele a moldou. Quando Elvis Presley balançou o quadril, ele estava desmontando as segregações daquela América cimentada. Quando os Beatles subiram num palco, eles estavam arquitetando uma nova percepção de mundo. E quando o Led Zeppelin fez a guitarra chorar com uma técnica que parecia vir de outro planeta, eles elevaram o patamar do que chamamos de arte.


Por aqui, não foi diferente. O Brasil, país de contrastes imensos, encontrou no rock uma crônica de si mesmo. De Raul Seixas, com sua filosofia que cortava como navalha, passando pela Legião Urbana, que traduziu a alma de uma juventude inquieta, até chegar ao rigor técnico dos Engenheiros do Hawaii.


Não há como falar disso sem reverenciar a nossa força no exterior. O Sepultura não pediu licença para o mundo, eles chutaram a porta. E, no campo da técnica e da melodia, tivemos nomes como Viper, Angra Shaman e, claro, o gigante André Matos, um alquimista que fundiu o erudito ao metal, provando que o roqueiro é, na verdade, um estudioso.


Aquilo era a quintessência do rock, o inconformismo que não aceita o raso.


Fugir dos estereótipos é a nossa bandeira. Olhe para Bruce Dickinson, que é o Iron Maiden e, ao mesmo tempo, o piloto que cruza os céus como piloto de Boing, é professor universitário, empreendedor, esgrimista e escritor.


A figura do roqueiro é a de um transformador social. É alguém que usa o pensamento, a voz e a arte para dizer que o mundo pode e deve ser melhor do que a mediocridade que nos empurram diariamente. O rock é a trilha sonora de quem se recusa a ser apenas mais um.


Eu lembro nitidamente do primeiro rock que ouvi. Paradise City, do Guns N Roses, banda que tive a aleria de ver ao vivo, pela primeira vez, em abril, em Porto Alegre. Talvez por isso a imagem deles ilustrando essa materia.


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