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Em ação inédita, Governo do RS mobiliza forças de resposta e resgate em simulação de deslizamento de terra em Bento Gonçalves

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    temporacomunicacao
  • há 12 horas
  • 3 min de leitura

Mobilização, que envolve moradores e estruturas estaduais, municipais e federais, integra programação dos dois anos da inundação



Na quarta-feira (6/5), o governo do Estado, por meio da Defesa Civil, mobilizará comunidade e estruturas estaduais, municipais e federais para a realização de um exercício simulado de ação e resgate em movimento de massa. O local escolhido é Bento Gonçalves, a quarta cidade com maior risco geológico no Rio Grande do Sul. 


É a primeira vez na história que o Estado promove uma ação deste porte. E, diferentemente de uma demonstração, o que vai ocorrer é um teste prático, em tempo real, de todos os protocolos consolidados após os eventos extremos de 2024. O principal objetivo é avaliar a articulação interinstitucional e a preparação e resposta integradas a partir do emprego do Sistema de Comando de Incidentes (SCI), ferramenta de gestão padronizada que organiza resposta a situações de emergência. 


Teste real dos protocolos desenvolvidos

A mobilização ocorrerá entre 10h e 16h e colocará à prova todo o fluxo de resposta a um deslizamento de terra, indo do monitoramento do risco e dos alertas à comunidade até o encerramento da ocorrência no bairro Zatt. O local é uma encosta urbana suscetível a deslizamentos de solo e queda de blocos, especialmente em casos de chuva constante. A área incluída no exercício abriga aproximadamente 140 pessoas e 36 edificações potencialmente expostas. Uma ocorrência real no local poderia afetar cerca 800 pessoas.


Haverá, no exercício, manequins soterrados, pessoas reais da comunidade dadas como desaparecidas e resgate de feridos com helicópteros e encaminhamento para hospitais. Um abrigo terá de ser montado emergencialmente e irá receber cerca de 80 pessoas entre moradores e figurantes, enquanto corredores para fluxo das ambulâncias serão delimitados nas vias públicas. Psicólogos irão simular atendimento às famílias dos desaparecidos dentro do abrigo. Helicópteros, viaturas, ambulâncias e outros equipamentos serão acionados em tempo real à ocorrência do evento adverso.


Entre as ações programadas, estão, ainda, emissão de aviso meteorológico e alertas cell broadcast, a instalação de um Gabinete Integrado de Gestão de Desastres, a interrupção dos serviços de energia elétrica, água e telefonia e a evacuação da área.


Com a simulação, será possível exercitar a tomada de decisão; testar fluxos de comunicação, comando e controle; avaliar o emprego dos elementos de preparação e resposta em eventos críticos; e validar o fluxo de alertas, a triagem de vítimas, o emprego de recursos de acolhimento e outros aspectos logísticos.


Mobilização com mais de 200 profissionais

Mais de 200 profissionais integram a atividade. No âmbito estadual, além da Defesa Civil, participam Brigada Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Civil, Instituto-Geral de Perícias, as secretarias da Saúde, de Desenvolvimento Social e de Comunicação e, ainda, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Na esfera municipal, a prefeitura de Bento Gonçalves atuará no evento. E, na esfera federal, o Exército Brasileiro e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estarão envolvidos. Ainda fazem parte do exercício as empresas concessionárias dos serviços de água e energia local, CPFL e Corsan. O Instituto Cultural Floresta também é apoiador parceiro do evento. 


A comunidade do bairro Zatt é parte fundamental na simulação. Na semana anterior ao exercício, agentes da Defesa Civil e da prefeitura estiveram em contato com os moradores da área, informando-os com antecedência sobre a realização do evento e sua importância para o fortalecimento dos protocolos de resposta. 


O chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Chaves Boeira, reforçou que a população sai mais fortalecida quando os atores do Sistema de Proteção e Defesa Civil praticam sua atuação integrada. "Exercícios deste porte necessitam de um grande esforço de todos os envolvidos, mas são absolutamente necessários para que possamos verificar e validar os protocolos. É um ambiente controlado, mas sua aproximação com a realidade permite identificar com clareza o que já está consolidado e o que pode ser aperfeiçoado”, destacou.


SCI nos planos de contingência municipais

O Sistema de Comando de Incidentes (SCI), que será adotado como base da atuação durante o exercício, vem sendo inserido pela Defesa Civil estadual no trabalho de preparação dos municípios gaúchos, especialmente na elaboração dos Planos de Contingência (Plancons), documento estratégico que define ações para preparação e resposta a eventos adversos. 


Em 2026, já ocorreram duas edições da “Capacitação em Planos de Contingência Municipal com a Metodologia do SCI”, que capacita os municípios para que desenvolvam seus Plancons prevendo a adoção do SCI como padrão de metodologia de resposta. O emprego de uma única ferramenta em todo o Rio Grande do Sul visa otimizar a gestão de crises a partir de um modelo amplamente difundido, facilitando a comunicação e a integração de múltiplos agentes.


Texto: Ascom Defesa CivilEdição: Secom

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