EMEF Maria Borges Frota: linha pedagógica de 2026 promove Oficinas de Vivências mensais com diferentes temáticas
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- há 5 dias
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Uma breve pesquisa no significado da palavra vivência já abre um horizonte de possibilidades semânticas: ato de viver ou experiência prática acumulada ao longo da vida. Nestas duas definições, tem-se o território fértil de criar espaços pedagógicos que valorize e aprimore o conhecimento e visão de mundo. A EMEF Maria Borges Frota, localizada no bairro Zatt, iniciou 2026 com esta linha que expande as experiências dos alunos da Educação Infantil. O educandário está fazendo 30 anos de serviços prestados à comunidade.
Por exemplo, quando pais, e responsáveis chegam na área da Educação Infantil já adentram um ambiente personalizado com a cultura nordestina. Ao redor do espaço, as produções de pesquisa relatam a culinária, a prática artística da xilogravura, o vestuário, as bandeirolas, a importância do milho que é a base alimentar, o bumba meu boi, os costumes, além de personalidades e referências que projetam os saberes e fazeres da região nordeste do Brasil.
A oficina de Cultura Nordestina faz ligação com as festas juninas, assim como, com o projeto socioeducativo São João Literário, do Instituto Brasil Solidário, que está sendo desenvolvido pela primeira vez na rede municipal de ensino. Mas vai além: a proposta irradia imersões que potencializam o respeito e a valorização da diversidade e da identidade, incentivando o intercâmbio, a empatia e a alteridade, o olhar para o outro.
Para a professora Dayse Pessoa de Souza, a oficina cria vínculos de fortalecimento dos laços de identidade. Ela mesma é filha de nordestino: seu pai é de Ceará-Mirim, Rio Grande do Norte. Ela conta de quando o acompanhou em uma viagem e pode presenciar o chão rachado e sofrido de seca, o cactus, da abóbora com carne seca, das dificuldades.
“É muito lindo poder proporcionar este olhar de outros lugares. Para mim, está sendo muito significativo, pois sou composta de cultura nordestina. Essa oficina precisa estar na base formativa dos alunos porque a verdadeira riqueza é transmitir de geração para geração esse vasto mundo”, enfatiza.
Daiana de Fátima é auxiliar de Educação Infantil há cinco anos na EMEF Maria e ministra as aulas com suas colegas. Para ela, está sendo uma oportunidade que quebra paradigmas. “É muito bom. Porque desmitificamos os estereótipos e isso tudo é compartilhado entre nós e nossas crianças. Isso fortifica a base cidadã. Hoje estivemos falando sobre o milho e os pratos derivados, como cuscuz, pamonha, o bolo, a pipoca. Os alunos ficam vidrados, prestando atenção porque é diferente do habitual. Ficam curiosos, querem sentir o gosto”, ressalta Daiana.
O corpo docente se reuniu no início do ano para o planejamento e a cada conjunto de 30 dias, outros assuntos vão sendo abordados. Já foram sobre Memórias de Infância, Meio Ambiente, entre outros que possibilitam estratégias pedagógicas. “A escola propôs junto aos pais a metodologia além da sala de aula para proporcionar as experiências que não ter em outro lugar. A temática vem de troca de ideias, sendo que algumas foram conectadas com o calendário de festividades anual. Por meio da pergunta. ‘O que você entende de cultura nordestina?’ aflorou metodologia ativa expandindo as percepções. É ir além daquilo que está estereotipado: é dar a devida importância e valorização à pluralidade”, enfatiza Thaís de Anhaia, supervisora pedagógica.
A professora Alessandra Baggio está há pouco tempo caminhando na docênncia. Para ela poder ter tido esta oportunidade de fazer parte de uma sólida proposta profissional já rendeu momentos significativos. “Para mim, quando as crianças participam entusiasmadas diante dessas novas descobertaas, já diz tudo. Com elementos diferentes ficam felizes e fortalece a nossa prática como docente. Quando eu trouxe o cuscuz, pediram para mim a receita para os pais fazerem em casa. Foi um momento rico. O processo educativo é construído de forma coletiva”, comenta.
Suzana Raquel Alves da Silva também está desenvolvendo as oficinas na Educação Infantil que ajuda a estruturar os princípios sociais e culturais, como também, “na construção do indivíduo que iremos apresentar ao mundo. Dentro da escola ajuda a transformar a mesma e todos ao seu redor, unindo propósitos com a equipe e comunidade”, afirma.
A diretora Jaqueline Bondan de Lima enfatiza que neste primeiro semestre as Oficinas de Vivências se constituíram uma base sólida e robusta de aprendizados. “A aprendizagem precisa permanecer para que nossos estudantes saem fortalecidos. Estamos muito felizes de testemunhar de como os professores vão muito além do conteúdo formal estimulando o pensamento crítico e o protagonismo do aluno”, realça Jaqueline.
Fotos: Janine Gelenski













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