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ExpoBento e Fenavinho encerram edição histórica com mais de 281 mil visitantes e R$ 60 milhões em negócios

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 22 de jun.
  • 4 min de leitura

Por Diego Franzen | Pauta Serrana


Era difícil andar pelos pavilhões sem ouvir um brinde. Um “tin tin” aqui, outro ali, e a certeza de que, ao menos por onze dias, Bento Gonçalves se reconheceu no espelho da sua própria grandeza.Durante onze dias, Bento Gonçalves foi mais do que uma cidade — foi palco, vitrine, festa e encontro. A 33ª ExpoBento e a 20ª Fenavinho, encerradas no último domingo (22), não apenas aconteceram. Elas marcaram época. Com um público recorde de 281.229 visitantes, o maior já registrado na história dos eventos, a edição de 2025 entra para os livros como um símbolo do que o planejamento, o pertencimento e o amor à cultura podem construir juntos.


Nos pavilhões, 515 marcas expositoras movimentaram uma engrenagem econômica que girou com força total. A estimativa de R$ 60 milhões em negócios gerados — superando em 10% a previsão inicial — mostrou que a feira é, também, um gigante comercial com sotaque regional e ambição nacional. “Esses são resultados de muito planejamento, construção e execução, consolidando as parcerias e também o engajamento de diversas pessoas que não mediram esforços para entregar uma feira e uma festa de excelência”, celebrou César Anderle, diretor-geral da 33ª ExpoBento.

Cesar Anderle, diretor-geral da Expobento, Carlos Lazzari, presidente do CIC e Alexandre MIolo, diretor-geral da Fenavinho
Cesar Anderle, diretor-geral da Expobento, Carlos Lazzari, presidente do CIC e Alexandre MIolo, diretor-geral da Fenavinho

Mas não foram apenas os números que surpreenderam nesta edição histórica. Em cada entrada, corredor e ambiente, havia um sinal claro de modernização — uma aposta certeira no conforto e na experiência do visitante. Logo nos portões do Parque de Eventos, os reflexos dessa transformação ficaram evidentes: uma reestruturação logística agilizou o acesso de veículos, tornando o fluxo mais fluido e sem os antigos gargalos.


Pela primeira vez, a feira contou com um serviço de transfer interno, que transportava o público dos pontos mais distantes do estacionamento até o hall do Pavilhão A. Um detalhe aparentemente pequeno, mas que fez grande diferença — especialmente para famílias, idosos e aqueles que queriam apenas começar o passeio com mais comodidade.


Lá dentro, o visitante encontrava uma ExpoBento de cara nova. Ambientes foram repaginados com sofisticação e versatilidade, oferecendo acolhida digna de grandes eventos internacionais. O cuidado com o bem-estar foi além da estética: houve reforço nos sistemas de monitoramento e duplicação do ambulatório, garantindo mais segurança e atenção à saúde.


“Desejo que a 34ª ExpoBento e a 21ª Fenavinho sejam ainda melhores em sua jornada, que já começou a ser construída aqui mesmo, durante essa edição da feira e da festa”, disse Anderle. “Que nossos acertos sejam inspiração e que nossas limitações sejam motivação para o próximo time de diretores, assessores, expositores e visitantes serem tão felizes quanto nós fomos nessa experiência inesquecível que é viver a história da ExpoBento e da Fenavinho.”

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Brinde ao vinho brasileiro

No coração da festa, havia um templo onde a cultura borbulhava em taças: a Fenavinho, em sua 20ª edição, fez mais do que celebrar tradições — reafirmou a grandeza do vinho brasileiro.

Durante os onze dias de programação, mais de 42 mil garrafas de vinhos e espumantes foram comercializadas, cada uma delas servindo como prova líquida de que o Brasil vitivinícola tem muito a dizer ao mundo. Vinhos, espumantes e sucos elaborados com excelência passaram de mão em mão, de boca em boca, contando histórias de terroir, de colheitas, de trabalho e de paixão.

“Trabalhamos para mostrar ao público a excelência de cada rótulo elaborado por nosso setor vitivinícola”, declarou a organização. “Cada taça que degustamos é uma prova de que estamos, sim, entre os melhores do mundo. Que sigamos com o vinho brasileiro presente em nossos dias — e em nossas taças.”

E, se depender da Fenavinho, esse futuro é promissor. A festa segue como vitrine de um setor que carrega, em cada garrafa, um pouco da identidade de Bento Gonçalves. Brindar ali, entre amigos e estranhos que se tornam irmãos por um momento, é brindar a uma história coletiva que fermenta há gerações.


Uma festa que conecta o tempo

A 20ª Fenavinho foi também um ato de reverência: ao celebrar os 150 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul, os organizadores deram um passo além da festa. Foi um reencontro com as raízes, com a cultura que moldou o cotidiano e os sonhos da região.

“Assim vamos construindo a continuidade da nossa querida Festa: conectando passado, presente e futuro, valorizando nossa história e transmitindo o legado dos imigrantes italianos como inspiração para as próximas gerações”, destacou o coordenador da Fenavinho, Alexandre Miolo.


Cidade em movimento

Para o Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG), promotor da ExpoBento e da Fenavinho, os eventos vão além do entretenimento: são plataformas de progresso regional. “O legado de mais de três décadas da ExpoBento nos dá a condição de oferecermos, a cada ano, uma edição ainda melhor”, afirmou o presidente do CIC-BG, Carlos Lazzari. “O empenho de todas as Diretorias é determinante para a obtenção dos resultados que estamos atingindo.”


O prefeito Diogo Siqueira também reconheceu o impacto das festividades: “A ExpoBento é um impulso na economia, no empreendedorismo e de visibilidade para a nossa cidade. A Fenavinho é a alegria do nosso povo, valorizando a cultura e a qualidade do nosso setor vitivinícola. São eventos que unem a comunidade e os visitantes.”



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No fim, o que fica é mais do que os números. Fica a cena repetida em cada canto do Parque de Eventos: taças erguidas, sorrisos compartilhados, famílias reunidas, música, história, sabores e um vinho que, mais do que bebida, virou símbolo.


Como disse um visitante anônimo, que poderia ter sido qualquer um dos mais de 281 mil: “Não se vem à Fenavinho apenas para beber vinho. Vem-se para lembrar de onde viemos — e brindar aonde ainda podemos chegar”.

E o caminho, como ficou claro, passa por Bento Gonçalves.

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