Filiação de Diogo Siqueira ao PL agita corrida eleitoral
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POR DIEGO FRANZEN

O cenário político de Bento Gonçalves sofreu uma reviravolta definitiva nesta terça-feira, 17, com o anúncio oficial da filiação do prefeito Diogo Siqueira ao Partido Liberal (PL). A movimentação, confirmada pelo presidente estadual da sigla, Giovani Cherini, coloca fim ao ciclo de Siqueira no PSDB e o projeta rumo ao Congresso Nacional como pré-candidato a deputado federal. Aliado do prefeito e um grande garoto propaganda na última eleição, o deputado estadual e ex prefeito Guilherme Pasin (Progressista), já com base forte e trabalho consolidado na Assembleia Legislativa, deve concorrer à reeleição.
O prefeito assinou sua ficha em Brasília ao lado de caciques como Valdemar Costa Neto e o pré-candidato ao Senado, Sanderson. Embora a filiação já seja oficial, Siqueira ainda permanece no comando do Executivo municipal, devendo renunciar ao cargo até o dia 4 de abril para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral. Com sua saída, o vice-prefeito Amarildo Lucatelli (Progressistas) assumirá a prefeitura em definitivo a partir de abril.
A ida para o PL é carregada de simbolismo e ironia política, já que na última eleição municipal Siqueira enfrentou o próprio partido em embates memoráveis. O atual prefeito protagonizou debates acalorados com Rafael Pasqualotto, então presidente da Câmara e candidato a vice na chapa de Paulo Caleffi (PSD), que é filiado ao PL.
Antes de fechar com a legenda de Jair Bolsonaro, Diogo era o nome mais cobiçado da região, sendo intensamente sondado por siglas como o NOVO e o Progressistas, além do esforço do próprio PSDB em mantê-lo em seus quadros. A escolha pelo PL, no entanto, reflete a sintonia de Siqueira com o eleitorado conservador, público com o qual ele se popularizou ao acompanhar pessoalmente operações da Guarda Civil Municipal contra o tráfico de drogas e adotar uma postura de "tolerância zero" nas ruas.
Os sinais dessa ambição federal já haviam sido dados no último dia 5 de março, durante palestra no CIC, onde Siqueira focou sua exposição em uma prestação de contas robusta das ações realizadas.
Sua força política foi forjada na gestão das enchentes de 2024, atuação que o catapultou a uma vitória histórica nas urnas: Diogo foi reeleito em outubro de 2024 com uma maioria esmagadora de 65,88% dos votos válidos (43.567 votos no total),
Agora, ao trocar o Palácio Municipal pela disputa em Brasília, Siqueira tenta converter esse capital político recorde em uma cadeira na Câmara Federal, deixando o destino da Capital do Vinho sob a liderança de Amarildo Locatelli, a partir do mês de abril.
Embora com uma derrota expressiva na disputa da prefeitura em 2024, o PL fez uma legenda muito forte na Câmara de Vereadores, elegendo Joel Bolsonaro, Sidi Postal e Leticia Bonassina, que agora, teoricamente, passam para a ala govertnista.













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