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Formação Práticas de Ensino para Equidade na Educação fortalece compromisso com a equidade racial na Rede Municipal de Ensino

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    temporacomunicacao
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura



Promovida pela Secretaria Municipal de Educação (SMED), a formação continuada “Práticas de Ensino para Equidade na Educação” integra um movimento de fortalecimento das práticas pedagógicas voltadas à equidade racial na Rede Municipal de Ensino. Para potencializar as práticas, foi criado Grupo de Trabalho, constituído por representantes de diferentes setores da Secretaria.

A iniciativa busca ampliar o diálogo, integrar diferentes olhares e fortalecer ações articuladas para a promoção da equidade racial no cotidiano educacional. O GT atua como espaço de estudo, reflexão e construção coletiva, contribuindo para que a temática esteja presente de forma transversal nas políticas, projetos e práticas da Rede Municipal.

A proposta da formação é conduzida pela Agente Local de Formação, Carla Carvalho Carlesso, que, ao longo de 2026, participou de um percurso formativo promovido pela PNEERQ – Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, iniciativa do Ministério da Educação voltada à promoção da equidade étnico-racial, da educação antirracista, ao enfrentamento do racismo e à garantia do direito à educação de forma justa e inclusiva.

A partir dessa formação, a agente local ampliou seu repertório teórico e metodológico sobre relações étnico-raciais, letramento racial, equidade, práticas pedagógicas, avaliação e enfrentamento às desigualdades educacionais, preparando-se para compartilhar esses conhecimentos e conduzir os encontros formativos com os professores da Rede Municipal.

O percurso “Práticas de Ensino para Equidade na Educação” acontece entre agosto e novembro de 2026, com carga horária de 30 horas, combinando encontros presenciais e atividades assíncronas. Entre um encontro e outro, os professores realizam leituras, reflexões, atividades práticas, aplicação de estratégias em sala de aula e registros sobre as experiências vivenciadas.

Os encontros presenciais acontecem no CMAPA – Centro Municipal de Aperfeiçoamento Pedagógico e Avaliação, constituindo espaços de estudo, diálogo, escuta e construção coletiva. A formação começa com Dados, Letramento Racial e Primeiras Estratégias, convidando os professores a olhar para as evidências da própria rede e refletir sobre as desigualdades que podem atravessar as trajetórias escolares.

Na sequência, são trabalhados temas como Gestão de Sala de Aula para Equidade, Pedagogia Culturalmente Responsiva, Observações Positivas nos Processos Avaliativos, Avaliação Equitativa, Metas de Equidade e Plano de Ação, além de Dados e Políticas Educacionais, Letramento Racial e Antirracismo, Avaliação e Qualidade Educacional e Lei e Marco Normativo.

“Mais do que oferecer conceitos, a proposta busca aproximar conhecimento e prática. Ao longo do percurso, os professores são convidados a construir, aplicar e revisar estratégias concretas para promover a equidade racial no cotidiano da sala de aula”, enfatiza Carla.

A formação parte da compreensão de que promover equidade não significa oferecer uma educação segregada ou diferente para cada grupo. Significa reconhecer que os estudantes podem enfrentar desafios distintos e que a escola precisa estar preparada para identificá-los e agir de maneira intencional, garantindo oportunidades de aprendizagem, participação e desenvolvimento para todos.

Nesse processo, os dados ajudam a enxergar, o letramento racial ajuda a compreender e as estratégias pedagógicas ajudam a transformar.

Destinada a professores do Ensino Fundamental, com a participação de pelo menos um profissional de cada escola, a formação também fortalece a perspectiva de multiplicação dos conhecimentos e das práticas construídas ao longo do percurso. Ao final dos quatro meses, espera-se que cada professor tenha não apenas ampliado seu repertório, mas também fortalecido sua capacidade de olhar para a própria prática, reconhecer possíveis desigualdades e construir caminhos pedagógicos mais equitativos.

“Porque promover equidade é um compromisso coletivo: é olhar para cada estudante com respeito, reconhecer suas potencialidades e trabalhar para que sua origem, sua identidade ou sua cor não determinem as oportunidades que encontrará na escola”, afirma Carla.

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