Forças de segurança apresentam resultados e demandas ao CIC-BG

Encontro apresentou trabalho, resultados e necessidades dos órgãos que cuidam da comunidade

A segurança pública de Bento Gonçalves foi o tema de um encontro que reuniu, na sede do CIC-BG, os comandantes e gestores dos órgãos responsáveis pelo policiamento, pelo socorro e pela defesa civil no município. A reunião com a diretoria da entidade, realizada na tarde de 5 de outubro, teve como proposta conhecer os números, a rotina e as necessidades de cada instituição. "As forças de segurança estão entre os pilares da nossa sociedade, e queremos entender o que enfrentam para colocar nossos esforços a serviço das melhorias de que precisam para atender com cada vez mais excelência a nossa comunidade”, disse o presidente do CIC-BG, Daniel Panizzi.
Apresentando indicadores criminais, a tenente-coronel Karine Pires Soares, comandante do 43º Batalhão de Polícia Militar, mostrou que os homicídios caíram mais de 50% em relação ao ano anterior, com setembro sem nenhum registro. Os roubos a pedestres recuaram cerca de 49%, e os roubos de veículos se limitaram a quatro casos no ano. O resultado vem do trabalho integrado, com câmeras em pontos de tráfico e operações conjuntas que forçaram as facções a deixar os locais onde atuavam. A agilidade aparece também nas prisões. "O apoio da comunidade tem melhorado as instalações e os equipamentos dos nossos policiais. Seguir com essa parceria e fortalecer cada vez mais as equipes é o que nos permite dar pronta resposta e oferecer um atendimento de qualidade a quem vive e a quem visita Bento Gonçalves", afirma a tenente-coronel.
A integração também marcou a exposição do secretário municipal de Segurança, Gabriel Kellermann. A instalação de câmeras é definida em conjunto por todos os órgãos, e praticamente todas as entradas e saídas da cidade têm leitura de placas, recurso que ajuda a esclarecer cerca de 90% dos crimes. Nos locais de tráfico, os equipamentos passaram a ser fixados nos postes de iluminação, o que inibe a depredação. Os órgãos ainda se reúnem todos os meses, dentro do programa RS Seguro, para planejar ações conjuntas. Entre as necessidades, o secretário apontou a implantação de lombadas eletrônicas. "A lombada eletrônica ajuda a reduzir a velocidade dos motoristas e ainda amplia os pontos de leitura de placas no município. É um investimento em que o apoio do CIC-BG pode fazer diferença para a segurança da população", afirma Kellermann.
No Corpo de Bombeiros, o capitão Gustavo Kirst destacou os avanços conquistados pela corporação nos últimos anos, entre eles caminhonetes, sonar, Starlink e um drone adquirido com apoio da comunidade empresarial. A principal necessidade é ampliar a estrutura com um segundo quartel, já que a cidade segue com uma única unidade desde 1954, quando tinha 24 mil habitantes. "Esse investimento melhoraria o tempo de resposta e a eficiência do atendimento. Com a projeção de eventos climáticos mais frequentes e intensos precisamos chegar antes, com mais água e equipes bem treinadas", afirma o capitão.
A preocupação com eventos climáticos é compartilhada pelo coronel Elezer de Souza Batista Júnior, comandante do 6º Batalhão de Comunicações do Exército. Ele contou que a aproximação com a comunidade ganhou força no atendimento às famílias atingidas pelos desastres em Faria Lemos e que a divulgação das licitações pelo CIC-BG ampliou em 90% a participação de empresas locais. O batalhão pode abrigar o centro de operações em emergências, mas depende de recursos para manutenção das viaturas, equipamentos dos soldados e estrutura de apoio aos abrigos. "Para atuar em defesa civil, precisamos recuperar a frota, que inclui caminhões capazes de retirar pessoas de áreas de risco, montar um centro de coordenação com comunicação via satélite e recuperar o Espaço Geisel para funcionar como depósito", afirma o coronel.
Na Guarda Civil Municipal, o comandante Cleiton Holzbach informou que a corporação tem dezenas de agentes, além de grupos de contato direto com comerciantes de diferentes regiões da cidade, o que tem garantido atendimento rápido e a recuperação de mercadorias furtadas. Ampliar a frota é uma das necessidades. "Assim, poderemos manter a agilidade no atendimento e seguimos ampliando a aproximação com a comunidade e com o comércio", afirma o comandante.
Pelo SAMU, a coordenadora Melissa Bonatto mostrou que o serviço deve fechar o ano perto de 9 mil atendimentos, com tempo de chegada inferior a 4 minutos na área urbana, o melhor do Estado. Único serviço de atendimento pré-hospitalar da cidade, o SAMU também capacita cerca de 2 mil profissionais da educação por ano em primeiros socorros. "Nossa maior demanda hoje é equipar o serviço. Um compressor torácico permite manter a reanimação com a ambulância em movimento, a ecografia portátil agiliza o diagnóstico no trauma e mais manequins ampliam os treinamentos com a comunidade", afirma a coordenadora.
Pela Polícia Rodoviária Federal, Luis Vicente Susin destacou a sintonia entre as forças da região, bem como a atuação com fiscalização, educação para o trânsito, combate ao crime e atendimento a sinistros, em parceria com SAMU e Bombeiros. Modernizar a estrutura é a demanda atual. "A viatura é o que nos leva com agilidade e segurança aos atendimentos, e uma frota atualizada permite prestar atendimento à altura da indústria, do comércio e da comunidade desta região", afirma.
As forças policiais do município e a entidade devem seguir as interlocuções com a criação de um grupo de trabalho destinado ao alinhamento dos próximos movimentos colaborativos.















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