GAECO realiza operação para investigar manipulação de resultados envolvendo jogador do Juventude
- temporacomunicacao
- 20 de mai.
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), deflagrou nesta terça-feira, 19 de maio, uma operação em Caxias do Sul com o objetivo de apurar a possível participação de um jogador do Esporte Clube Juventude em um esquema de manipulação de resultados esportivos voltados a apostas.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão: um na residência do atleta e outro no Estádio Alfredo Jaconi, especificamente no armário de uso pessoal do investigado. A ação contou com apoio da Brigada Militar.
Investigação
Os crimes investigados incluem organização criminosa, estelionato e o artigo 198 da Lei Geral do Esporte. Este último tipifica como crime a solicitação ou aceitação de vantagem — patrimonial ou não — com o intuito de alterar ou falsear o resultado de competição esportiva. As penas previstas variam de dois a seis anos de reclusão, além de multa.
A operação, denominada “Totonero”, atende a um alerta emitido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre movimentações suspeitas no mercado de apostas, envolvendo partidas da Série A do Campeonato Brasileiro de 2025. De acordo com as apurações preliminares, pessoas próximas ao atleta teriam apostado de maneira atípica em jogos específicos, nos quais o jogador teria recebido pelo menos dois cartões amarelos.
Conforme o GAECO, os mandados foram solicitados após a CBF identificar valores apostados acima do padrão para situações relacionadas a advertências disciplinares ao mesmo jogador. Informações apontam que apostadores próximos ao investigado já haviam atuado em apostas semelhantes no mês anterior.
Objetivos da ação
A operação busca localizar e apreender documentos, mídias, dispositivos eletrônicos e outros materiais que possam auxiliar na identificação de envolvidos e no aprofundamento das investigações. A iniciativa é conduzida pelos promotores de Justiça Rodolfo Grezzana, que atua em Caxias do Sul, e Manoel Figueiredo Antunes, coordenador do 5º Núcleo Regional do GAECO – Serra. Também participaram da operação o promotor André Dal Molin, coordenador estadual do GAECO, e a promotora Cristina Schmitt.
As investigações seguem em andamento sob sigilo. Os valores movimentados nas apostas não foram divulgados.















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