Guns N Roses leva 25 mil pessoas a Porto Alegre, celebrando a essência do Hard Rock
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Por Diego Franzen

No filme Escola de Rock, Jack Black dizia que um bom show de rock pode mudar o mundo. De certa forma, o espetáculo da noite de ontem em Porto Alegre mudou o meu. Cresci ouvindo esses caras. O primeiro acorde de rock que invadiu meus ouvidos veio deles. O Guns N’ Roses não é apenas uma banda na minha vida, eles habitam minhas memórias afetivas, dominam meu Spotify e compõem parte da minha essência.
Ver Axl, Slash e Duff de perto foi um choque de realidade emocionante. Eu estava ali, a uns 40 ou 50 metros de distância de caras que idolatrei desde a infância. Quando o primeiro acorde soou no Jóquei Clube, sim, já na primeira música, Welcome to the Jungle, o corpo já respondeu com um arrepio imediato. Na segunda, Live and Let Die, confesso que as defesas caíram e fui às lágrimas. Chorei e não foi pouco. Cantei, pulei e gritei como quem resgata uma parte perdida de si mesmo.
Além do trio clássico, fiquei impressionado com o virtuosismo e a presença de palco de Richard Fortus. O guitarrista entrega uma técnica impecável que preenche cada espaço da sonoridade da banda.
Foram 25 músicas distribuídas em quase duas horas e meia de uma entrega absoluta sobre o palco. O show abriu a turnê brasileira e ainda há muito caminho pela frente, mas o ponto de partida fomos nós, os gaúchos. E viajamos nesta nostalgia maravilhosa.
Lembro que, quando eu era criança ou adolescente, a vinda de uma banda desse calibre ao Brasil era um evento raro. Geralmente, as apresentações ficavam restritas ao Rio de Janeiro ou a São Paulo.
Hoje, eles percorrem o país de Norte a Sul em turnês estruturadas. Eu demorei a encontrá-los. Eles já estiveram por aqui antes, mas agora a agenda da vida finalmente encaixou.
Talvez esse fosse o momento exato em que eu mais precisava desse encontro. Estou em uma fase de reencontrar minha própria essência e não existe nada como um riff de guitarra bem executado ou um drive vocal bem dado para nos lembrar de quem realmente somos. Foi uma noite para a alma.













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