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II Filò Ricordi resgata tradições italianas nos Caminhos de Pedra

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 15 de out.
  • 2 min de leitura

 


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No último sábado, dia 11, o Ristorante Del Pomodoro, no Roteiro Caminhos de Pedra, museu a céu aberto da imigração italiana, recebeu a segunda edição do Filò Ricordi - 150 ani de Imigrassion Taliana. Entre canções, encenações de grupos teatrais em Talian e culinária típica dos filós, importantes questões foram discutidas em roda de conversa por membros do Grupo Fameia Talian - Núcleo Bento Gonçalves e do Projeto Talian In Fameia, da Universidade de Caxias do Sul.

Membro da diretoria da Associação Caminhos de Pedra, Maristela Lerin destacou a relevância do Filò Ricordi, idealizado pela professora Mirna Madalosso: “As celebrações dos 150 anos da imigração italiana comprovam que a memória persiste graças a agentes promotores daquilo que se viveu na chegada dos primeiros italianos ao Rio Grande do Sul”, afirmou.

Eventos como o Filò são fundamentais para reforçar a construção da memória, mantendo vivo o cultivo de hábitos, crenças e costumes. De geração em geração, uma civilização se consolida por meio do trabalho contínuo de transmissão de conhecimentos, como uma colcha de retalhos. Entre os elementos que dão singularidade a essa tradição está o Talian — uma variedade linguística originada da fusão de várias línguas italianas, com amplo predomínio da língua vêneta e significativa contribuição do português. No Filò, inclusive, o público se entreteve com encenações em talian do grupo teatral Urta con la Pansa,de Pinto Bandeira.

“Restam poucas pessoas interessadas em aprender Talian, mas ganhamos força com o reconhecimento da língua como patrimônio cultural do Brasil. Agora é preciso valorizar trazendo-a para o cotidiano e mantendo viva a tradição dos primeiros imigrantes italianos em nossa região”, declarou João Tonus, coordenador do Projeto Talian In Fameia da UCS.

 

Elementos que persistem

Tal qual um filó do século XIX, a festividade contou com o tradicional costume da “Dressa” entre os presentes – e, desta vez, em um avanço cultural, também feita por homens, que se divertiram com a complexidade das técnicas usadas. Com raízes profundas na cultura italiana, a Dressa é feita manualmente com palha de trigo, geralmente confeccionada nos filós, onde mulheres e crianças se reuniam para trançar, cantar e compartilhar histórias. Em setembro deste ano, foi oficialmente declarada Patrimônio Cultural Imaterial de Bento Gonçalves. O próximo passo é expandir esse reconhecimento para níveis estaduais e, quem sabe, nacionais. "É uma grande conquista no ano que celebramos os 150 anos da imigração italiana. Agora, precisamos acionar trabalhos de pesquisadores e historiadores para elevar a caráter estadual e nacional", expressou Sandro Giordani, coordenador do Circolo Trentino.

O Filò Ricordi - 150 ani de Imigrassion Taliana ocorre anualmente, como celebração das tradições dos imigrantes italianos no Rio Grande do Sul.

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