Inclusão: Tacchini realiza curso de Libras para funcionários
- temporacomunicacao
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Em abril, o Tacchini Saúde deu início a uma nova iniciativa voltada à qualificação interna e à promoção da diversidade: um curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) destinado aos funcionários da instituição. A capacitação é conduzida pelo instrutor Leonardo Flamia e reúne profissionais de diferentes áreas, com foco especial nas equipes que atuam na linha de frente do atendimento.

A proposta do curso tem como intenção ampliar a comunicação com pessoas surdas, tanto pacientes quanto funcionários. Segundo a gerente do Tacchini Instituto de Pesquisa, Silvia Ethel Machado de Mendonça, a iniciativa reflete um olhar atento para a realidade vivida dentro da instituição.
“A gente fez a proposta desse curso de Libras pensando na diversidade, no fato de que tem muitas pessoas surdas que vêm para serem atendidas aqui, bem como os que trabalham na instituição. E as pessoas precisam sentir que estão conseguindo se comunicar de forma efetiva”, destaca.
Um dos diferenciais da formação está justamente no modelo adotado. Em vez de contar com um intérprete ou professor ouvinte, o Tacchini optou por contratar um instrutor surdo, a partir da parceria com a Associação de Surdos. A escolha busca proporcionar uma experiência mais autêntica e imersiva aos participantes.
“Entendemos que não tinha coisa melhor para mostrar respeito à diversidade e que queremos a inclusão, do que contratar um instrutor surdo. É como aprender uma outra língua: com um professor nativo, você entende melhor como a comunicação funciona”, explica.
Ao todo, a primeira turma reúne 30 funcionários. O número foi definido como limite para garantir a qualidade do aprendizado. O curso tem carga horária de 21 horas, distribuídas em sete encontros ao longo do mês de abril. Para receber a certificação, os participantes precisam atingir pelo menos 75% de presença.
A formação contempla profissionais de diferentes setores, incluindo recepção, enfermagem, fisioterapia, manutenção, marketing , portaria e educação corporativa. A ideia é que esses funcionários atuem como multiplicadores dentro da instituição, auxiliando colegas no aprendizado básico da Libras e contribuindo para um ambiente mais acessível.
“Eles não vão ensinar tudo, porque não são instrutores, mas poderão ajudar no básico e dar suporte quando necessário. A ideia é que, dentro dos setores, eles orientem as equipes”, afirma Silvia.
Além da capacitação inicial, o projeto prevê continuidade. A instituição já estuda a criação de novos grupos e encontros periódicos entre os participantes, com o objetivo de manter a prática e evitar a perda do aprendizado ao longo do tempo.
“Se a gente não pratica uma nova língua, acaba esquecendo. Por isso pensamos em grupos que possam se encontrar regularmente, mesmo que por poucos minutos, para manter o contato com a Libras”, ressalta.












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