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Lula conquista a maior votação da história do Brasil ao ultrapassar 64 milhões de votos

Foto do escritor: temporacomunicacao
temporacomunicacao
há 15 horas
2 min de leitura


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou a maior votação já obtida por um candidato à Presidência da República na história do país ao somar 64.256.232 votos no segundo turno das eleições disputado neste domingo (25). A marca supera o recorde anterior, que pertencera ao próprio petista na eleição de 2022, quando ele obteve mais de 60,3 milhões de votos ao derrotar Jair Bolsonaro. O resultado estabelece um novo teto absoluto de votação no país para o mandato que terá início em 5 de janeiro de 2027.

A dimensão expressiva dos números obtidos nas urnas acompanha a própria expansão do eleitorado brasileiro ao longo do período democrático. Na primeira eleição direta após a redemocratização, em 1989, o Brasil possuía pouco mais de 82 milhões de eleitores inscritos, contingente que cresceu gradativamente até ultrapassar a marca de 158 milhões de votantes aptos em 2026. Em virtude do aumento do eleitorado total, o recorde absoluto de 64,2 milhões de votos não representa a maior vitória em proporção de votos válidos. Neste pleito, Lula obteve 51,79% do eleitorado, enquanto a maior marca percentual da história permanece sendo a sua vitória de 2002 sobre José Serra (PSDB), quando alcançou 61,27% das preferências.

O histórico das dez eleições presidenciais realizadas desde a redemocratização demonstra uma trajetória ascendente na quantidade de votos recebidos pelos vencedores. O ranking de votação absoluta traz a vitória de 2026 no topo da lista, seguida pelo resultado do próprio Lula em 2022 com 60.345.999 votos e seu resultado em 2006 com 58.295.042 votos. Em quarto lugar figura a eleição de Jair Bolsonaro em 2018 com 57.797.847 votos, à frente das duas vitórias de Dilma Rousseff, em 2010 com 55.752.529 votos e em 2014 com 54.501.118 votos. Completam a lista a vitória inicial de Lula em 2002 com 52.793.364 votos, Fernando Henrique Cardoso em 1998 com 35.936.916 votos, Fernando Collor em 1989 com 35.090.206 votos e Fernando Henrique Cardoso em 1994 com 34.377.829 votos.

Já na comparação do percentual de votos válidos entre os presidentes eleitos, a marca obtida em 2026 ocupa a oitava posição do ranking histórico, ficando à frente apenas do resultado de Dilma Rousseff em 2014 com 51,64% e do pleito de 2022 com 50,90%. A liderança proporcional segue com Lula em 2002 ao registrar 61,27% e em 2006 com 60,83%, seguido por Dilma Rousseff em 2010 com 56,05%, Jair Bolsonaro em 2018 com 55,13%, Fernando Henrique Cardoso em 1994 com 54,28% e em 1998 com 53,06%, e Fernando Collor em 1989 com 53,03%. Vale ressaltar que, de todas as disputas desde 1989, apenas as eleições de 1994 e 1998 foram definidas ainda no primeiro turno, enquanto todas as demais exigiram a realização de uma segunda rodada de votação.

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