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Moacir Camerini assume a coordenadoria regional de obras do Estado, em movimento estratégico do PSD

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 4 de abr.
  • 3 min de leitura



O governo do Rio Grande do Sul oficializou uma mudança significativa na estrutura administrativa e política da Serra Gaúcha com a nomeação de Moacir Camerini para o cargo de coordenador regional de obras. Camerini, que preside o PSD em Bento Gonçalves, assume o posto em substituição a Heitor André Tartaro.


Ex-vereador eleito pelo PDT, Camerini teve seu mandato cassado pela Câmara Municipal de Bento Gonçalves em 2022, por quebra de decoro parlamentar no episódio que ficou conhecido como a CPI dos Memes. Na ocasião, ele foi acusado de utilizar a estrutura de seu gabinete para produzir e disseminar conteúdos ofensivos contra colegas de parlamento nas redes sociais, o que resultou na perda de seu cargo legislativo e em um longo período de afastamento das funções públicas.


A movimentação consolida a transferência de espaços governamentais do PSDB para o PSD, refletindo a nova correlação de forças após a migração do governador Eduardo Leite para a sigla comandada nacionalmente por Gilberto Kassab.


A troca na coordenadoria regional era ocupada até então por um indicado do PSDB, partido que Leite liderava no estado antes de buscar viabilidade para uma candidatura à Presidência da República. No entanto, o cenário nacional impôs ajustes nos planos do governador gaúcho.


Embora almejasse a indicação para o Palácio do Planalto pelo PSD, a direção nacional da legenda sinalizou preferência pelo nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Diante desse quadro, Leite optou por não renunciar ao mandato no prazo de desincompatibilização, encerrado em 4 de abril de 2026, desistindo de disputar o Senado para focar na construção de alternativas presidenciais dentro da sigla enquanto permanece no comando do Executivo gaúcho até o fim de seu mandato.


A ascensão de Moacir Camerini ao cargo regional é parte fundamental dessa estratégia de expansão do PSD. O novo coordenador destacou que sua gestão terá o objetivo de realizar um trabalho marcante na região, ao mesmo tempo em que foca no fortalecimento partidário por meio de novas filiações.


Camerini, ex-vereador conhecido por seu histórico de oposição contundente em Bento Gonçalves, revelou que ainda avalia a possibilidade de concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa. "Eu ainda não tenho um posicionamento neste sentido, mas é uma possibilidade real a minha candidatura", declarou à reportagem do Pauta Serrana.


Em paralelo, Camerini confirmou que o empresário e ex-deputador federal Paulo Caleffi foi convidado a disputar uma cadeira na Câmara Federal, embora Caleffi ainda mantenha uma postura de cautela, sem aceitar ou descartar formalmente o convite.


O reposicionamento do PSD na Serra Gaúcha ocorre após um período de reestruturação interna. Em 2024, a sigla enfrentou um revés nas urnas em Bento Gonçalves, quando a chapa composta por Paulo Caleffi e Rafael Pasqualotto obteve 30,5% dos votos na disputa pela prefeitura, sendo superada pela reeleição de Diogo Siqueira (PSDB). Naquela ocasião, o partido também sofreu com a saída de seu único vereador, Rafael Fantin, o Dentinho, que foi para o NOVO e levou a legenda a um vácuo de representatividade no Legislativo local.


A nomeação de Camerini, que assumiu a executiva provisória do PSD após esse período de turbulência, sinaliza também uma ruptura definitiva com o grupo político ligado ao PSDB e aos Progressistas na região. Com Eduardo Leite empenhado em converter a capilaridade dos tucanos gaúchos em base sólida para o PSD, a ocupação de cargos estratégicos como a Coordenadoria de Obras serve como laboratório para a nova configuração de poder. A decisão de Leite de concluir o mandato até o fim de 2026, diferentemente do que fez em 2022, visa garantir estabilidade administrativa e política enquanto tenta unificar o PSD em torno de seu projeto nacional, transformando antigos aliados em alvos de uma ofensiva de expansão partidária que agora ganha novos contornos na Serra Gaúcha.


A movimentação política em Bento Gonçalves começa a ganhar força. Vale lembrar que o prefeito Diogo Siqueira, que derrotou o PSD com uma votação expressiva nas eleições municipais, renunciou à prefeitura para concorrer a deputado federal, migrando do PSDB para o PL. Já o Progresssista aposta na figura de Guilherme Pasin, que concorre à reeleição na Assembleia Legislativa.


O MDB deve lançar Adenir Dalé, ex-prefeito de Monte Belo do Sul, como candidato. Bruna Marin, vereadora suplente do partido, também é cotada para concorrer, em dobradinha.

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