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"Noite Oficial dos OVNIs" no Brasil completa 40 anos e mistério segue no ar

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    temporacomunicacao
  • há 5 dias
  • 4 min de leitura

Diego Franzen - Pauta Serrana




Na noite de 19 de maio de 1986, o espaço aéreo brasileiro foi palco do mais documentado, complexo e intrigante episódio de avistamento de objetos voadores não identificados da história do país. O episódio, que ficou conhecido internacionalmente como a Noite Oficial dos OVNIs, envolveu a detecção de múltiplos pontos luminosos pelos radares da Força Aérea Brasileira, a perseguição por caças de alta performance e relatos uníssonos de pilotos civis e militares. Hoje, ao completar exatos quarenta anos, o caso permanece como um marco divisor de águas, não apenas pela riqueza de detalhes técnicos coletados, mas pelo fato inédito de as autoridades militares terem vindo a público admitir que o céu do país havia sido invadido por artefatos de origem e tecnologia desconhecidas.


A Noite Oficial dos OVNIs não se baseia em avistamentos vagos de testemunhas distantes. Ela foi registrada por radares militares tridimensionais e testemunhada pelos pilotos de elite da Força Aérea Brasileira, homens treinados para identificar qualquer ameaça nos céus. Quando o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro percebeu que o espaço aéreo estava sendo invadido por mais de vinte objetos não identificados, a ordem foi direta para interceptar e identificar os alvos.


Tudo começou por volta das vinte horas daquela segunda-feira, quando o sargento Sergio Mota da Silva, controlador de voo da torre do Aeroporto de São José dos Campos, observou pontos luminosos intensos que mudavam de cor e se deslocavam de forma atípica. Ele foi o primeiro a ver os objetos a olho nu com seu binóculo e a alertar o centro de Brasília.


Quase simultaneamente, o painel do Centro de Controle de Área de Brasília e os radares de Defesa Aérea do Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo começaram a registrar alvos rígidos e sem transponder, que é o dispositivo que identifica aeronaves regulares. Os objetos se moviam a velocidades impressionantes, alternando momentos de imobilidade com acelerações brutais que desafiavam as leis da física e a engenharia aeronáutica da época.


A situação escalou rapidamente quando pilotos de voos comerciais, incluindo comandantes de aeronaves da Varig e da TAM que cruzavam o Sudeste brasileiro, começaram a reportar visualmente as mesmas luzes multicoloridas. Diante da multiplicação de alvos nos radares e do risco potencial à navegação aérea civil, o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro acionou o alerta máximo e ordenou a decolagem imediata de caças interceptadores a partir das bases aéreas de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, e de Anápolis, em Goiás. Cinco caças, sendo dois F-5E Tiger II e três Mirage III, foram enviados para cruzar os céus e interceptar os invasores.


O primeiro a decolar da Base Aérea de Santa Cruz foi o capitão Alcir Cupertino, pilotando um caça F-5E Tiger II. Ao atingir a altitude de busca, Cupertino viveu o momento mais tenso daquela noite. O radar de bordo do seu caça travou em um alvo sólido. Visualmente, ele via uma luz branca intensa e brilhante.


De repente, o objeto começou a se mover de uma forma que nenhum jato humano conseguiria replicar. Ele acelerou horizontalmente e, em segundos, sumiu do radar. Logo depois, Cupertino olhou para o lado e percebeu que estava sendo acompanhado de perto pela luz, como se o objeto estivesse observando o caça.


Em seu depoimento oficial, posteriorimente liberado pelo Arquivo Nacional, Cupertino detalhou que o alvo dava a impressão de que estava brincando com ele, pois mudava de posição instantaneamente, entrava no radar, sofria tentativa de aproximação e sumia, reaparecendo em outro ponto.


Enquanto Cupertino tentava emparelhar com o intruso, outro F-5E decolava, pilotando pelo tenente Kleber Caldas Marinho. O relato de Marinho acrescenta uma camada ainda maior de intriga ao caso. Ele perseguiu uma luz avermelhada que mudava de cor para o branco e o verde. Ao tentar se aproximar do objeto sobre a região de São José dos Campos, o controlador em terra deu um aviso dramático pelo rádio. Os radares de solo mostravam que treze eco-radares, ou seja, alvos sólidos, haviam se posicionado atrás do caça de Marinho, cercando o piloto militar na escuridão da noite. Marinho fez uma curva de cento e oitenta graus para tentar encarar os perseguidores, mas as luzes simplesmente sumiram no espaço a velocidade hipersônica.


Minutos depois, da Base Aérea de Anápolis, em Goiás, decolavam os supersônicos Mirage III, os jatos mais rápidos do país na época, capazes de atingir duas vezes a velocidade do som. O capitão Armindo Sousa Viriato de Freitas levou seu Mirage ao limite. Ele conseguiu travar o radar do caça no objeto a cerca de trinta quilômetros de distância. O mistério técnico se aprofundou quando Viriato percebeu a velocidade de escape do alvo. Os cálculos do computador de bordo do Mirage indicaram que o OVNI acelerou de forma instantânea a incríveis quinze vezes a velocidade do som, o que equivale a cerca de dezoito mil quilômetros por hora. Para fins de comparação, se um piloto humano fizesse uma curva ou acelerasse nessa intensidade, a força da gravidade destruiria a estrutura do avião e tiraria a vida do piloto instantaneamente.


O ápice institucional do caso ocorreu poucos dias depois, em uma coletiva de imprensa histórica liderada pelo então Ministro da Aeronáutica, o brigadeiro Octávio Júlio Moreira Lima. Ao lado dos pilotos e controladores envolvidos, o ministro confirmou abertamente os avistamentos e as interceptações, garantindo que a FAB estava investigando o fenômeno de forma científica e transparente.


A intriga que permanece até hoje, quarenta anos depois, é o silêncio que se sucedeu aos anos de investigação. O relatório oficial da FAB, assinado pelo brigadeiro José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque e liberado décadas depois com a abertura de documentos sigilosos, confirmou o que aquela noite já havia desenhado.


O Comando de Defesa Aeroespacial concluiu formalmente que os fenômenos eram corpos sólidos, demonstravam inteligência na forma de condução pelo comportamento de fuga e aproximação, e possuíam uma capacidade de aceleração absurdamente superior a qualquer tecnologia humana conhecida em 1986.


Nenhum país jamais assumiu a autoria daqueles artefatos, e os pilotos, hoje veteranos, carregam a certeza de que encararam algo que desafia a ciência humana no maior e mais respeitado enigma da ufologia nacional.

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