top of page

Nova Diretriz para Pressão Arterial Redefine Conceito de Hipertensão e Alerta para Desafios na Saúde Pública

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 27 de mai.
  • 2 min de leitura

ree

Entidades médicas da Argentina, com base em evidências atualizadas de estudos clínicos internacionais, revisaram os parâmetros para o diagnóstico de hipertensão arterial. O limite anteriormente aceito de 140/90 mmHg foi reduzido para 130/80 mmHg, em uma medida voltada à ampliação da prevenção de doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

A mudança, que já repercute em diversos países da América Latina, tem potencial para provocar impactos significativos nos sistemas de saúde da região. Com a nova referência, cresce de forma expressiva o número de pessoas classificadas como hipertensas, o que demanda ações rápidas por parte de gestores públicos e profissionais de saúde.

De acordo com estudos recentes, manter a pressão arterial dentro dos novos limites pode reduzir em até 15% os casos de infarto e em aproximadamente 18% os episódios de AVC. A cardiologista Marina Costa, consultora do portal FDR, destaca que a adoção do novo critério deve ser encarada como um alerta. “Mais do que uma mudança técnica, trata-se de um chamado para ampliar o acesso à prevenção, diagnóstico e tratamento, especialmente por meio de programas como a Farmácia Popular, que atualmente não contempla todos os medicamentos necessários para o controle adequado da hipertensão”, afirma.

A hipertensão é uma condição crônica silenciosa, frequentemente assintomática, que só é identificada em muitos pacientes após eventos graves. Dados estimam que menos da metade das pessoas com pressão alta têm conhecimento de sua condição, e um número expressivo dos que recebem o diagnóstico abandona ou conduz o tratamento de forma irregular, contribuindo para o aumento de complicações como insuficiência renal, AVCs e doenças cardíacas.

Nesse cenário, especialistas reforçam a importância de medidas preventivas contínuas. Manter uma dieta com baixo teor de sódio, praticar exercícios físicos regularmente, evitar o consumo excessivo de álcool, cessar o tabagismo e aderir rigorosamente às orientações médicas são atitudes essenciais para o controle da pressão arterial.

A redefinição dos parâmetros não apenas evidencia o aumento da população em risco, mas também reforça a urgência de políticas públicas mais abrangentes e eficazes no enfrentamento da hipertensão no Brasil e em toda a América Latina.

Comentários


Receba nossas atualizações

Obrigado pelo envio!

  • Facebook
  • Whatsapp
  • Instagram
Pauta Branco_edited.png

Rua Cândido Costa 65, sala 406 - Palazzo del Lavoro

Bento Gonçalves/RS - Brasil

bottom of page