Oficinas Culturais dos Festejos Farroupilhas aproximam cerca de 1,3 mil estudantes das tradições gaúchas


As Oficinas Culturais dos Festejos Farroupilhas 2026 contemplaram aproximadamente 1,3 mil estudantes, proporcionando uma experiência de contato direto com saberes, práticas e manifestações relacionadas ao Tradicionalismo. As atividades foram realizadas na Casa Grande do Parque de Rodeios, sede da Associação Bento-gonçalvense da Cultura Tradicionalista Gaúcha (ABCTG), e coordenadas pela diretora artística da entidade e vice-presidente da 11ª Região Tradicionalista, Zélide de Vargas.
Com caráter educativo e transdisciplinar, as oficinas abordaram diferentes aspectos da cultura gaúcha. Os estudantes tiveram contato com temas como chimarrão, encilha, laço em vaquinha parada, danças tradicionais e artísticas, chula, gaita, declamação, lendas do folclore gaúcho, brinquedos e brincadeiras folclóricas.
As atividades também apresentaram aos participantes o significado da Semana Farroupilha, da Chama Crioula e do Dia do Gaúcho, relacionando aspectos históricos às formas como hábitos, costumes e manifestações tradicionalistas permanecem presentes na contemporaneidade.
Além de acompanhar as explicações, os estudantes foram convidados a experimentar algumas das práticas e a conversar com os oficineiros. Entre os assuntos que mais despertaram curiosidade estiveram o preparo do chimarrão — com perguntas sobre tipos de cuias, bombas e erva-mate — e as danças tradicionais, incluindo questionamentos sobre suas origens e a forma como são executadas.
Para Zélide de Vargas, proporcionar esse contato às novas gerações contribui para a continuidade de conhecimentos que deixaram de fazer parte do cotidiano de muitas famílias.
“Com o passar do tempo, as lides campeiras foram sendo deixadas de lado, e pais, avós e escolas deixaram de transmitir muitos dos usos e costumes do ‘homem do campo’. O mesmo aconteceu com as danças tradicionais gaúchas. Todas as oficinas contribuem para o resgate daquilo que foi se perdendo ao longo dos tempos”, destaca.
Conhecimento compartilhado entre gerações
As oficinas também valorizam o conhecimento existente dentro das próprias entidades tradicionalistas. Participaram das atividades peões, prendas e diretores culturais dos CTGs Laços da Amizade, Herdeiros da Bombacha, Laço Velho e Gaudério Serrano.
“Aproveitamos os conhecimentos dos peões e prendas que participaram de concursos internos, regionais e estaduais para estar à frente das oficinas, porém todos os integrantes das entidades tradicionalistas contribuem”, explica Zélide.
Um dos participantes foi Gabriel Schneider, 3º Piá da 11ª Região Tradicionalista e integrante do CTG Herdeiros da Bombacha. Durante as atividades, ele apresentou aos estudantes a arte da declamação e também auxiliou nas oficinas de chimarrão e encilha.
No caso de Gabriel, o caminho até o Tradicionalismo aconteceu de uma maneira particular: foi o filho que aproximou os pais do universo dos CTGs. Com o apoio da família, passou a participar das atividades e de concursos tradicionalistas, conquistando premiações e aprofundando seu interesse pela declamação. “Declamar é uma alegria. É estar no palco e sentir uma coisa no coração, como se fosse vontade de ir mais, de batalhar para conseguir as conquistas”, conta Gabriel.
Ao reunir estudantes e integrantes das entidades tradicionalistas em torno de experiências práticas, as Oficinas Culturais buscam fazer com que conhecimentos ligados à história, aos costumes e às manifestações culturais do Rio Grande do Sul sejam não apenas apresentados, mas vivenciados e compartilhados entre diferentes gerações.
A realização dos Festejos Farroupilhas 2026 é da Prefeitura de Bento Gonçalves, através da Secretaria de Cultura, em parceria com a ABCTG. Apoio, Movimento Tradicionalista Gaúcho – MTG, 11ª Região Tradicionalista, Brigada Milita. E patrocínio de Corsan – Nossa Natureza Movimenta o Rio Grande.













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