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Porto Alegre inicia censo de população em situação de rua

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    temporacomunicacao
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Levantamento é conduzido em parceria entre UFRGS e prefeitura





Na quarta-feira, teve início o trabalho de campo para a quarta edição do Censo da População em Situação de Rua (PSR), realizado pela Prefeitura de Porto Alegre em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Fundação Empresa-Escola de Engenharia da Ufrgs (Feeng).


Para tanto, 40 recenseadores divididos em 8 equipes descentralizadas irão percorrer a cidade gaúcha levantando dados para um diagnóstico completo e baseado em evidências sobre a população em situação de rua em Porto Alegre.

A capital gaúcha foi dividida em 10 eixos, a partir das 17 regiões do Orçamento Participativo. O trabalho começa em locais de concentração dessa população, como restaurantes populares, casas de passagem e Centros Pop.

Na sequência, os recenseadores percorrerão ruas do eixo do Centro expandido (Centro histórico, Cidade Baixa, Menino Deus, Praia de Belas, Floresta, Bom Fim, parte do São Geraldo, Santana, Independência, Mont’Serrat, Bela Vista, Moinhos de Vento, Três Figueiras e Santana), seguindo depois para os outros eixos. O trabalho de campo deve se estender por dois meses.

Coordenado pela Secretaria Municipal da Inclusão e Desenvolvimento Humano (Smidh), o levantamento incluirá perfil socioeconômico, causas da vulnerabilidade, acesso a serviços públicos e caminhos para a reinserção social. A estimativa é ter um relatório preliminar em julho deste ano.

O projeto representa um investimento de R$ 1,93 milhão. Os recursos são provenientes do contrato nº 5750/OC-BR, firmado entre o Município e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).


O trabalho está estruturado em quatro eixos: realização do censo populacional; avaliação das políticas públicas municipais e comparativo com a política nacional; análise das ações desenvolvidas pelas organizações da sociedade civil; e desenvolvimento de ferramenta de transparência para visualização e acompanhamento dos dados.

Além do censo, a parceria prevê capacitação de agentes de campo, consolidação de instrumentos de pesquisa, relatórios parciais e finais, mapeamento de iniciativas da sociedade civil, proposição de estratégias de governança e realização de seminário com gestores, população e atores sociais.

“Este levantamento marca um avanço na forma como o município enfrenta a questão da população em situação de rua. Com base em dados consistentes, poderemos planejar melhor, integrar ações e direcionar investimentos com mais precisão, ampliando o alcance e a efetividade das políticas públicas”, afirma o titular da Smidh, Juliano Passini.

A iniciativa ganha relevância diante do cenário de vulnerabilidade ampliada pelas enchentes de maio de 2024, que impactaram diretamente Porto Alegre e diversas regiões do Estado. A partir dos dados gerados, o estudo vai subsidiar novas estratégias de governança, integrar políticas municipais e qualificar o atendimento oferecido pela prefeitura e pela rede de proteção social.



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