Projeto da EMEF Lóris Pasquali Reali é finalista do Seminário de Boas Práticas Pedagógicas – Realidades que transformam, do SET Brasil
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De 06 a 08 de abril, ocorre em São Paulo, o Seminário de Boas Práticas Pedagógicas – Realidades que transformam, do SET Brasil da Editora Moderna, que, além de ser um evento de trocas de experiências de diversos profissionais da educação de diferentes realidades educionais do Brasil, reconhece e valoriza iniciativas inovadoras na construção de metodologias ativas pedagógicas. Bento Gonçalves já foi condecorada nos anos de 2024 e 2025, e é finalista na Categoria Ensino Fundamental com o projeto da EMEF Lóris Pasquali Reali, localizada no Vale dos Vinhedos.
Intitulado “Olhos de lince: sobre a história preta das coisas”, o trabalho foi empreendido em 2025 articulando as áreas de História, Geografia, Ensino Religioso, Ciências e Língua Portuguesa ao abordar uma educação étnico-racial. Coordenado pelas professoras Elisandra Deitos, Fabiele Favero e Janice Mejolaro, envolvendo alunos de 5º ao 9º anos, estruturando com bases históricas sobre a Cultura Afro-Brasileira e Indígena e a utilização do livro “História Preta das Coisas -50 invenções científico-tecnológicas de pessoas negras”, da autora Bárbara Carine Soares Pinheiro sobre a população negra como protagonista na ciência e tecnologia, evocando referenciais positivos e combatendo o apagamento histórico.
Como se vê, a interdisciplinariedade torna-se estruturante para uma educação antirracista e inclusiva. A professora Fabiele fala de como foi construída a metodologia valorizando a história, cultura, lutas e contribuições para a diversidade étnico-brasileira e local.
“O trabalho iniciou nas aulas de Ensino Religioso, com a professora Elisandra, em que ela introduziu as religiões de matriz africana, as mais comuns em Bento Gonçalves, depois desse estudo partiram para o uso do livro na sequência foi lançada a ideia de criar o jogo Lince”, relata.
O jogo foi pensado para ser confeccionado e jogado em grupo, de forma coletiva, sendo selecionado algumas invenções. Em duplas, os alunos de 6º a 9º ano, confeccionaram as cartas em papelão reciclado (eles trouxeram de casa) e utilizaram os arabescos para decoração, sempre fazendo uso de muita cor, utilizando materiais reciclados e atendendo aos princípios da sustentabilidade.
“A dinâmica do jogo foi: fazer a chave de partidas, dez participantes por turma, distribuir as cartas no chão, cada grupo recebeu 10 tampinhas de cor diferente de garrafas (reutilizadas do nosso projeto de reciclagem). A professora pegava de dentro de um saco o nome escrito por extenso da Invenção, um aluno de cada grupo, na sua vez, procurava a imagem da invenção e colocava a tampinha em cima, sem mexer ou tirar as mesmas da ordem. Quando os dez alunos participaram, a professora contava as tampinhas e o maior número marcava ponto no painel” explica Fabiele.
O projeto via de encontro a visibilidade de histórias pretas em qualquer área do conhecimento humano promovendo a difusão e ampliação das práticas, conteúdos e valores da diversidade, de forma lúdica e transformadora para a inclusão social.
“Muito feliz em mais uma vez ver a educação do município ser destacada a nível nacional. Nossas escolas são organizadas em ambientes que proporcionam a construção sólida das aprendizagens, valorizando o desenvolvimento integral dos estudantes. Os professores da rede buscam, por meio de ações pedagógicas qualificadas e inovadoras, promover o protagonismo, a autonomia e o pensamento crítico, formando pessoas preparadas para os desafios do futuro. Os professores e os alunos são protagonistas do processo pedagógico”, evidencia a Secretária de Educação Andreza Peruzzo.
“Olhos de lince: sobre a história preta das coisas” concorre com projetos das cidades de Bertioga (“Se essa rua fosse minha… vozes da periferia: identidade, território e leitura crítica no 5º ano”) e Piedade (“Viagens pelo mundo: literatura indígena”), de São Paulo.













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