Projeto Espaldeiras já beneficiou mais de 85 agricultores de Bento Gonçalves


Na Via Trento, no Vale dos Vinhedos, ao lado da estrada principal, aos poucos está começando a crescer um novo empreendimento para o técnico agrícola Leonardo Giordani. Na terra de 1 hectare, o qual trabalha sozinho, estão aparecendo a vegetação das mais de três mil mudas de uvas como tannat, merlot, marcelan e malbec, pelo método de condução vertical espaldeira.
Giordani faz parte da sucessão familiar de seu avô agricultor que, em tempos passados, tinha no espaço mencionado uma estufa com hortaliças e verduras, pessegueiros, tomateiros. Após ter saído de uma empresa de sucos da região, decidiu seguir investindo no ramo. Leonardo é o neto mais velho e seu avô decidiu ir para o setor da gastronomia, mas, antes, repartiu as terras com os netos.
A ideia era plantar laranjas, mas depois de uma conversa com o Secretário de Agricultura, Luis Carlos De Mari, sobre o projeto de espaldeiras, falou: “agora é a hora certa”. A decisão vem na esteira da criação de sua vinícola, junto com outros sócios, que está no mercado há dois anos. Jovem, mas com sede de excelência, a primeira safra de vinhos resultou em duas medalhas de ouro no Brasil Wine Challenge.
A expansão dos negócios com espaldeiras, que é destinado para vinhos finos e espumantes de alto padrão, visa um salto na produção da Casa Ottone para uma safra com mais qualidade e facilidade no manejo na vindima.
“A Prefeitura nos forneceu os subsídios necessários e estou empolgado. Agradeço muito por este incentivo que projeta um produto com qualidade superior. Não tem comparação com a uva que vem da enlatada”, afirma Leonardo.
Essa realidade é uma das políticas públicas de investimento que a Secretaria de Agricultura vem fazendo desde 2022, valorizando a cadeia produtiva e o enoturismo. Desde então, já foram elaborados 87 projetos o que equivale aproximadamente à 80,85 hectares de uvas viníferas cultivadas em espaldeira, localizados nos distritos do Vale dos Vinhedos, Faria Lemos e São Pedro.
“As principais vantagens percebidas são a maior concentração de açúcares naturais na fruta, a menor incidência de doenças fúngicas, a redução nos custos de produção e a maior facilidade na mecanização e nos tratos culturais”, destaca o Thompsson Didoné, apoio técnico regional das áreas de Viticultura, Enologia, Fruticultura e Olericultura da EMATER.
As mudanças criam um processo de posicionamento de mercado com segmentos de alto valor agregado e de diferenciação de aspectos qualitativos. Dessa forma, Bento Gonçalves segue no caminho de expandir o repertório de vinhos, criando experiências únicas, onde o investimento reflete em impactos nos setores econômicos, culturais e turístico, proporcionando experiências distintas e valorizando as vinícolas familiares.
“O projeto está bem consolidado e continua disponível para novos interessados. As primeiras áreas já estão produzindo, enquanto que outras estão em desenvolvimento e sendo implantadas. Isso demonstra a valorização do poder público para que haja um aumento na produção de uvas de qualidade e o incentivo para que o agricultor permaneça na atividade”, enfatiza Luis Carlos De Mari.
Para mais informações sobre a Espaldeira, é preciso contatar por meio deste telefone: (54) 3055.717
















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