Ranking estadual da Aids expõe cenário crítico no RS e surpreende com cidade do interior entre os primeiros
- temporacomunicacao
- 30 de dez. de 2025
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Um levantamento da Secretaria Estadual da Saúde, divulgado nesta segunda-feira, 29 de dezembro, revela um quadro preocupante sobre a incidência da Aids no Rio Grande do Sul. O ranking estadual, que considera a taxa de casos a cada 100 mil habitantes, reforça que o Estado segue acima da média nacional e enfrenta um desafio persistente no combate à doença.
Enquanto o Brasil registra cerca de 20 casos de Aids por 100 mil habitantes, o Rio Grande do Sul apresenta uma taxa de 41 casos, mais que o dobro da média nacional. Os dados mostram ainda que, a cada dez diagnósticos feitos no país, pelo menos um ocorre em território gaúcho. No Estado, uma nova pessoa recebe o diagnóstico de Aids a cada duas horas, o que evidencia a dimensão do problema.
A Aids, causada pelo vírus HIV, continua sendo uma questão central de saúde pública. Apesar dos avanços no tratamento e da oferta gratuita de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde, o diagnóstico tardio e a falta de informação seguem como obstáculos relevantes. Sem tratamento adequado, o vírus compromete o sistema imunológico e pode levar a complicações graves.
No topo do ranking estadual está Porto Alegre, que mantém uma das maiores taxas do país, com 96,2 casos por 100 mil habitantes. A capital gaúcha já chegou a liderar o índice nacional em 2013, quando se aproximou de 100 casos por 100 mil habitantes, e segue como o principal foco de atenção das autoridades sanitárias.
O dado que mais chama atenção, no entanto, é a presença de Cruz Alta, município da região Noroeste do Estado, na segunda colocação do ranking. Com uma taxa de 83,7 casos por 100 mil habitantes, a cidade supera diversos grandes centros urbanos, o que surpreende e acende um alerta sobre a interiorização da doença e possíveis fragilidades nas ações de prevenção e diagnóstico.
Na sequência aparecem Rio Grande, Alvorada, São Leopoldo, Canoas, Cachoeira do Sul, Viamão, Vacaria e Esteio, formando um grupo de municípios com índices elevados e que reforçam a necessidade de estratégias regionais no enfrentamento da Aids.
Para marcar o Dia Mundial de Combate à Aids, o governo do Estado lançou a campanha “Desconhecimento mata mais que a Aids”, com foco na informação, no diagnóstico precoce e na prevenção. A iniciativa busca combater o estigma e lembrar que, embora tratável, a doença ainda exige atenção permanente.
O ranking evidencia que a Aids segue como um desafio relevante no Rio Grande do Sul. Mais do que números, os dados expõem a urgência de políticas públicas contínuas, ampliação da testagem, educação em saúde e garantia de acesso ao tratamento em todas as regiões do Estado.
Ranking dos municípios do Rio Grande do Sul com maior taxa de casos de Aids por 100 mil habitantes
1º Porto Alegre – 96,2
2º Cruz Alta – 83,7
3º Rio Grande – 72,4
4º Alvorada – 66,3
5º São Leopoldo – 60,3
6º Canoas – 58,5
7º Cachoeira do Sul – 55,3
8º Viamão – 54,3
9º Vacaria – 53,3
10º Esteio – 51,9
Com informações, jornalista Diego Franzen















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