Safra de 2026 consagra a força da Cooperativa Vinícola Garibaldi com o lançamento de sete grandes rótulos
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Por Diego Franzen / Pauta Serrana

O tempo passa rápido demais na Serra. A gente pisca e a paisagem muda, o frio aperta, a videira que ontem parecia um galho seco hoje já entregou seus frutos e, de repente, tudo se repete.
Na noite de 20 de maio, ali no coração do Complexo Enoturístico da Cooperativa Vinícola Garibaldi, o que se viu foi exatamente isso: a celebração do tempo que corre, mas que deixa no copo a eternidade de uma colheita.
A marca reuniu seus parceiros para mostrar que a vida se renova a cada doze meses. Apresentou três reedições de rótulos da safra 2026 e quatro lançamentos inéditos. Ao todo, seis vinhos e um espumante que tentam traduzir em sabor o que o nosso chão tem de melhor.
Beber vinho é beber história. É partilhar a alma de quem colocou as mãos na terra, de quem olhou para o céu rezando para a chuva não vir em hora errada.
E a Garibaldi tem muita estrada caminhada. Em janeiro passado, a cooperativa completou 95 anos de existência. Para marcar essa trajetória de quase um século, nasceram as duas grandes joias da noite, apresentadas primeiro na ProWine São Paulo e agora trazidas para casa sob o nome de Harmonia. O nome não é por acaso, é o próprio propósito da cooperativa de cultivar a vida em harmonia.
O primeiro deles é o Garibaldi Harmonia Chardonnay, vendido ao preço sugerido de R$ 499,00. É um branco nascido do saber ancestral e da inovação. As uvas passam por desengace sem esmagamento e uma prensagem lenta em ambiente inerte, para que o mosto não perca a sua essência. Depois, a fermentação controlada entre 14 °C e 15 °C se completa com uma longa dormência de 12 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso. O resultado na taça é um espetáculo visual de coloração amarelo-palha com reflexos dourados. No nariz, traz mineralidade e frutas tropicais maduras, abraçadas por notas de baunilha e chocolate branco que só a boa madeira dá. Na boca, tem estrutura marcante, frescor e uma persistência longa, daquelas que fazem a gente silenciar por alguns segundos. Vai bem com frutos do mar, ostras, peixes, aves grelhadas e foie gras.
O seu irmão de celebração é o Garibaldi Harmonia Corte I, também por R$ 499,00. Este é um assemblage que faz poesia ao juntar as forças de dois mundos do Rio Grande. Une a potência da Campanha, através das uvas Tannat e Marselan, com a elegância clássica da Serra, representada pelo Merlot e pela Ancellotta. Um vinho estruturado, feito para esquecer na adega, com imenso potencial de guarda. O processo é quase uma obra de paciência: desengace com leve esmagamento, maceração pré-fermentativa a frio por 48 horas e fermentação entre 20 °C e 22 °C, com 14 dias de contato com as cascas. Depois da fermentação malolática, ele estagia por 24 meses em barricas de carvalho francês, americano e croata, todas de primeiro uso. O visual é um rubi intenso e profundo, com lágrimas densas que choram na lateral da taça. O aroma é de alta intensidade, lembrando frutas maduras, geleia, cassis e um sopro mentolado, com cacau, tabaco e amêndoas ao fundo. Os taninos são firmes e potentes. É o vinho perfeito para pratos pesados, intensos, como carnes vermelhas grelhadas ou assadas, cordeiro, bisteca fiorentina, carnes de caça, massas com molhos robustos e queijos curados.
Mas a noite guardava outras estrelas. Uma delas foi o Vinhas Vivas, um dos lançamentos mais aguardados do ano e novidade absoluta no portfólio, oferecido pelo preço sugerido de R$ 29,90. Elaborado com as variedades Trebbiano e Prosecco de vinhedos manejados com carinho, ele passa por colheita manual e seletiva. Tudo ali é pensado para manter a pureza aromática e o frescor natural da fruta, fermentado com temperatura controlada e maturado em tanques de inox, longe da madeira. O segredo dele é uma leve gaseificação que traz uma refrescância imediata. Tem cor amarelo-palha com reflexos esverdeados. O aroma é frutado, lembrando limão e abacaxi, com toques florais e um sutil toque mineral. Na boca, a doçura leve equilibra o frescor protagonista. Combina perfeitamente com a leveza de frutos do mar, saladas, risotos suaves, entradas, canapés, queijos e bruschettas.
Outra novidade no portfólio premium é o Garibaldi VG Chardonnay, com preço sugerido de R$ 79,00. Nascido de vinhedos selecionados, fermenta em baixas temperaturas e amadurece por seis meses em tanques de inox com aduelas de carvalho francês. É a técnica servindo à delicadeza, dando complexidade sem sufocar a fruta. O enólogo Ricardo Morari define bem a criatura. Diz ele que se trata de um Chardonnay bem clássico, com aromas típicos, um abacaxi maduro, algumas notas tostadas vindas do carvalho e um toque mineral. É um vinho que tem frescor e elegância. No aroma, além do abacaxi maduro, sente-se baunilha e chocolate branco. Na boca mostra equilíbrio. É um parceiro gastronômico versátil para carnes brancas, peixes e frutos do mar.
A Garibaldi também aproveitou o encontro para olhar para trás com a linha Garibaldi Memórias, um rebranding dos rótulos que antes levavam apenas o nome da marca. Agora, as garrafas trazem estampado o ano de momentos marcantes da cooperativa.
O Garibaldi Memórias Chardonnay exibe na serigrafia o ano de 1981, data em que a vinícola celebrou suas bodas de ouro e a cidade de Garibaldi sediou a primeira Fenachamp, a Festa Nacional do Espumante. Vendido a R$ 42,00, é um vinho que aposta na juventude e na leveza da fruta da Serra. Feito em ambiente redutivo para evitar oxidações e potencializar os perfumes, não passa por madeira. Brilha límpido e viscoso em um tom amarelo-palha com reflexos esverdeados. O aroma viaja pelo maracujá e pelo abacaxi, com nuances florais e um leve toque vegetal. Na boca é jovem, refrescante, com acidez equilibrada. Perfeito para acompanhar canapés, aperitivos, peixes mais gordurosos, aves, queijos, frios, patês, risotos e massas com molhos leves.
Já o Garibaldi Memórias Sauvignon Blanc, também por R$ 42,00, resgata no rótulo o ano de 1958. Foi um marco histórico: o ano da grande exportação de vinhos para a França, uma epopeia liderada pelo então diretor comercial da cooperativa, Humberto Lotti. Com uma coloração amarelo delicado e reflexos esverdeados, o vinho é pura intensidade aromática. O nariz percebe goiaba, maracujá, frutas de polpa branca e um toque vegetal de aspargos verdes. Na boca, a acidez equilibrada e o frescor evidente criam um conjunto muito agradável, ideal para queijos de média maturação, carnes brancas como aves e peixes, e pratos da culinária oriental.
Para fechar a sinfonia da noite, o Espumante Garibaldi Prosecco ganhou a sua versão da safra 2026 pelo preço sugerido de R$ 37,00, atestando a qualidade da última colheita com muito frescor e delicadeza. Elaborado pelo clássico método Charmat, o espumante passa por prensagem delicada em ambiente inerte, fermentação controlada e tomada de espuma em tanque de pressão. A maturação em inox preserva a alma da fruta, e o período de autólise de três meses em cima das leveduras garante uma cremosidade única. O visual é lindo, amarelo-palha com reflexos esverdeados, brilho intenso e um perlage fino que não cansa de subir. O aroma traz pera, marmelo e o corte cítrico do limão siciliano. Na boca é cremoso, delicado, com acidez que limpa o paladar. Vai bem com canapés, saladas, sopas cremosas, peixes leves, frutos do mar, queijos ou brilhando em um bom drink.
No fim da noite, o que restou no Complexo Enoturístico foi o eco das taças se encontrando e a certeza de que o trabalho de tantas famílias de agricultores valeu a pena mais uma vez. A safra 2026 já está escrita na história. E agora nos resta o prazer de degustar.













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