Saneamento básico e fornecimento de energia são foco da 1ª Plenária Regional do Fórum Democrático
- temporacomunicacao
- há 7 minutos
- 2 min de leitura
Evento foi promovido pela Assembleia Legislativa em Capão da Canoa

As dificuldades no fornecimento de energia e saneamento básico no Litoral Norte foram o principal tema da 1ª Plenária Regional do Fórum Democrático. O evento é promovido pela Assembleia Legislativa para discutir os problemas e demandas dos municípios gaúchos e teve seu primeiro encontro em Capão da Canoa nesta sexta-feira. O objetivo, segundo o presidente do Legislativo, deputado Sergio Peres (Republicanos), é aproximar a população daqueles responsáveis pela resolução dos problemas.
Ao longo da manhã, representantes da sociedade civil e gestores discutiram e questionaram as soluções para esses gargalos. Os representantes da Corsan, empresa responsável pelo saneamento e fornecimento de água, e da CEEE Equatorial, que fornece energia, foram os principais demandados pelo público.
Segundo o gerente Institucional da Aegea-Corsan, Luciano Brandão, a região do Litoral Norte tem algumas particularidades, como a profundidade do lençol freático, além de um passivo enorme de investimentos. Mas garantiu que as metas estabelecidas entre a Corsan e as cidades gaúchas serão atendidas, a começar pelas cidades com maior concentração demográfica.
“Nós temos metas intermediárias firmadas com cada município, porque os contratos são individuais, geralmente previstas para 2028. Elas dizem respeito a metas de cobertura, tanto de tratamento de água quanto de abastecimento e coleta de esgoto”, disse. Ele admitiu, porém, que a empresa encontra problemas com mão de obra.
Já a superintendente de Relações Institucionais do Grupo Equatorial, Cristiana Muraro, afirmou que a empresa está ciente das falhas, mas que nos últimos anos houve muita preocupação com a geração de energia e a transição energética, deixando o desenvolvimento do transporte da energia em segundo plano.
“Uma usina de energia fica pronta em dois anos, mas as linhas de transmissão, a segunda fase do setor elétrico, demoram, às vezes, sete anos a serem construídas. É como se você tivesse uma alta produção agrícola, mas não tivesse como escoá-la. Nesta área é que a Equatorial atua e, ainda, na comercialização da energia”, explicou.
Ao todo, foram 10 painelistas convidados, entre prefeitos, deputados e especialistas. Esta foi a primeira das nove plenárias regionais que serão realizadas, com foco no municipalismo, governança e cooperação regional.
A partir dos debates, o presidente da Assembleia acredita que será possível definir um mapeamento estratégico de demandas que serão levadas ao Parlamento para serem discutidas e a Brasília, na busca de soluções. Peres acredita também que essas medidas podem ser apresentadas como sugestões ao plano de governo das candidaturas ao governo estadual. “É ouvir na base, onde a pessoa necessita do básico para viver e ter qualidade de vida”, argumentou.













Comentários