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Scussel defende ações sociais e evangelísticas em escolas e rebate críticas de ex-professor nas redes sociais

Foto do escritor: temporacomunicacao
temporacomunicacao
há 9 horas
3 min de leitura

Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Bento Gonçalves, realizada nesta segunda-feira, 19 de outubro, o vereador Moisés Scussel Neto utilizou a tribuna para defender as atividades sociais e evangelísticas promovidas pela Cruzada Internacional Mission Day no município. O parlamentar também manifestou indignação com publicações de um ex-professor da rede municipal de ensino, que questionou a presença de representantes religiosos nas escolas e atribuiu seu desligamento do serviço público a uma suposta perseguição política.

Scussel destacou que o evento reuniu evangelistas, pastores e voluntários de diferentes denominações cristãs, incluindo participantes de outros países. Segundo o vereador, a mobilização, organizada com a participação dos evangelistas Eduardo Vargas e dos norte-americanos Jim Dawson e Dave Lawler, desenvolveu atividades durante seis dias em Bento Gonçalves.

Entre as ações mencionadas estão visitas a famílias em situação de vulnerabilidade social, distribuição de cestas básicas, momentos de oração e encontros com estudantes da rede de ensino. O parlamentar também ressaltou a movimentação econômica proporcionada pela presença dos voluntários, que utilizaram a estrutura hoteleira e os estabelecimentos comerciais da cidade.

"Um trabalho feito com o coração", afirmou Scussel, ao destacar o caráter voluntário das atividades e a dedicação dos participantes.

• Atividades nas escolas e questionamentos sobre religião

Um dos principais pontos do pronunciamento foi a defesa das visitas realizadas às escolas municipais, nas quais, conforme relatou o vereador, os voluntários abordaram assuntos relacionados à violência, depressão, bullying, sofrimento emocional, respeito e convivência, fundamentando suas mensagens em valores cristãos.

Scussel contestou as críticas de que essas atividades representariam proselitismo religioso, argumentando que não houve tentativa de converter estudantes ou de induzi-los à adesão a determinada denominação religiosa.

"Proselitismo religioso é esforço, tentativa, prática de convencer pessoas a mudarem de religião. Isso não foi feito em nenhuma escola", declarou.

O parlamentar afirmou que as atividades proporcionaram momentos de acolhimento emocional, nos quais estudantes puderam compartilhar dificuldades pessoais e familiares. Segundo ele, houve manifestações de emoção, abraços e relatos de situações enfrentadas pelas crianças em seus ambientes familiares.

Para fundamentar sua defesa, Scussel mencionou personalidades históricas ligadas ao cristianismo, como Martin Luther King Jr., Desmond Tutu e Jimmy Carter, destacando suas contribuições para a defesa dos direitos civis, da igualdade e dos direitos humanos.

• Vereador rebate acusações de perseguição política

Na sequência, Scussel criticou publicações atribuídas a um ex-professor da rede municipal que deixou o serviço público após um processo administrativo disciplinar.

De acordo com o parlamentar, o ex-servidor utilizou as redes sociais para responsabilizar vereadores por uma suposta perseguição política que teria contribuído para seu desligamento. Scussel rejeitou essa interpretação, ressaltando que a decisão administrativa não foi tomada pelos parlamentares mencionados.

"Não fomos eu e o outro vereador que o demitimos. Foi um processo administrativo disciplinar", declarou.

O vereador também manifestou indignação com mensagens que atribuiu ao ex-professor relacionadas ao assassinato do ativista político norte-americano Charlie Kirk. Segundo Scussel, o conteúdo das publicações demonstraria uma postura incompatível com os valores de respeito e convivência que deveriam orientar a educação.

O parlamentar criticou ainda a associação feita pelo ex-servidor entre sua demissão, o bolsonarismo e uma suposta perseguição ideológica, considerando inadequada a tentativa de responsabilizar adversários políticos por decisões tomadas na esfera administrativa.

• Relato de ex-aluna e responsabilidade na educação

Durante o pronunciamento, Scussel apresentou também uma manifestação publicada nas redes sociais e atribuída a uma ex-aluna do professor.

No relato mencionado pelo vereador, a antiga estudante afirmou que, durante o sexto e o sétimo anos do ensino fundamental, teria presenciado discussões políticas frequentes em sala de aula, em prejuízo do conteúdo pedagógico, além de reações negativas do professor diante de opiniões divergentes.

A manifestação foi apresentada por Scussel como um questionamento sobre a responsabilidade dos educadores e a necessidade de respeito à pluralidade de pensamento no ambiente escolar. As declarações da ex-aluna constituem um relato pessoal, não uma constatação independente dos episódios descritos.

"Ser professor exige respeitar opiniões diferentes, não impor as próprias convicções aos alunos", destacou o vereador, ao reproduzir parte da publicação.

Scussel também questionou a informação de que o ex-professor teria sido contratado pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) para ministrar cursos de desenho. A informação e as circunstâncias da eventual contratação não foram comprovadas durante o pronunciamento.

• Defesa do respeito, da solidariedade e do acolhimento

Ao concluir sua manifestação, o vereador reafirmou seu apoio às iniciativas sociais e comunitárias desenvolvidas por organizações religiosas, destacando que ações de solidariedade, acolhimento e assistência a famílias em situação de vulnerabilidade devem ser reconhecidas por seus resultados.

Para Scussel, a discussão deve considerar o conteúdo efetivamente apresentado aos estudantes e o impacto das atividades sobre a comunidade escolar, sem transformar divergências políticas ou religiosas em ataques pessoais.

O parlamentar encerrou seu pronunciamento defendendo a responsabilidade dos profissionais da educação, o respeito às diferentes opiniões e a valorização de iniciativas que busquem promover a união, a compaixão e o cuidado com as pessoas.

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